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Vídeo flagra padre agredindo ex-seminarista que o acusa de abuso sexual

O padre Ismael Almeida Santana está sendo denunciado por ameaça, violência física, abuso sexual e psicológico

Fotos: Reprodução

Um vídeo gravado em fevereiro de 2021 foi divulgado nesta terça-feira (14) pelo portal ‘Uol’ e está dando o que falar. As imagens mostram o padre Ismael Almeida Santana, de 31 anos, agredindo um ex-seminarista de 28 anos no Seminário Propedêutico Nossa Senhora do Socorro, em Mogi das Cruzes (SP).

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Na ocasião, eles estavam na casa do padre Ismael que fica dentro do seminário do qual ele era o reitor. É possível ver o ex-seminarista dizendo que quer sair do local e sendo impedido pelo religioso, que chega a trancar a porta, apagar as luzes e derrubá-lo no chão.

Você está me machucando!“, diz a vítima chorando. Padre Ismael é incisivo e violento e aperta o pescoço do seminarista o esganando. Você está me enforcando. Você vai me matar“, diz ele desesperado.

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O ex-seminarista gravou essa situação e denunciou o padre alegando ter sofrido ameaças, violência física, além de abuso sexual e psicológico.

Segundo ele, que teve o nome preservado por questões de segurança, ao contar para os sacerdotes superiores da Igreja Católica na cidade, o padre Ismael teria sido acobertado pelos colegas.

O ex-seminarista agredido pede uma indenização de R$ 560 mil por danos morais e acusa os membros da Diocese de realmente acobertarem o caso.

O vídeo abaixo contém imagens fortes:

Ex-seminarista acusa padre de abuso sexual

O ex-seminarista falou em entrevista ao ‘Uol’ que o comportamento violento do padre começava quando ele se negava a satisfazê-lo sexualmente.

“Quando eu não fazia, ele apertava o meu pescoço e eu desfalecia. Ele me batia, me fragilizava emocionalmente. Se ainda assim ele não conseguisse o ato sexual, ele me batia, me deixava mole e conseguia tudo o que ele queria”, disse.

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A vítima afirmou, ainda, que não conseguia reagir às agressões do padre Ismael, pois tinha respeito por ele enquanto líder religioso.

“Eu não conseguia revidar as agressões do Ismael porque na minha cabeça ali não estava um homem qualquer. Para nós, católicos, para mim, ali estava a pessoa do Cristo, não estava apenas o padre Ismael. Aí eu não conseguia bater nele ou revidar. Eu fugia para ele não me pegar. Eu acreditava que aquilo ia cessar“, afirmou.

Padre Ismael e a vítima se conheceram em 2019 pelas redes sociais e logo começaram a se aproximar. O rapaz era seminarista em São Paulo e Ismael o levou para Mogi das Cruzes e empregou até a mãe dele no seminário onde era reitor.

Além de reitor, padre Ismael tinha outros quatro cargos: notário atuário do tribunal eclesiástico diocesano; membro da comissão diocesana de tutela de menores; cuidava do programa semanal da diocese na Rádio Metropolitana FM e era assessor diocesano da Pastoral do Menor.

Foto - Padre Ismael
Foto: Reprodução

Defesa do religioso diz que relação era consensual

A defesa do padre Ismael alega que ele é inocente, afirmando que os dois teriam vivido um relacionamento homoafetivo e consensual, logo, ele não cometeu abuso sexual, ameaça ou violência.

Os advogados dizem que o ex-seminarista denunciou Ismael por ciúme e interesse financeiro.

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O próprio padre disse que a relação dele com o ex-seminarista era consensual e que ele, provavelmente, o denunciou pois não aceitou o fim do relacionamento com o sacerdote católico.

Apesar de tudo, Ismael reconheceu o erro registrado no vídeo, disse que se arrependeu e pediu perdão à Igreja.

Quando a história veio à tona no meio católico em Mogi das Cruzes, o padre Ismael foi suspenso e o caso começou a ser investigado. A diocese afirmou que acatará as decisões das esferas eclesiástica e civil.

“O sacerdote foi imediatamente suspenso do uso de ordens e destituído dos ofícios eclesiásticos por tempo indeterminado e até que sejam devidamente apurados os fatos e responsabilidades mediante procedimentos jurídicos canônicos imediatamente instaurados e em andamento”, diz uma nota da diocese de Mogi das Cruzes.

Diante de tudo isso, o Ministério Público abriu um inquérito policial contra o padre Ismael. Entretanto, tempos depois, a promotora Déborah Cristina Benetti pediu que o caso fosse arquivado, pois disse que não encontrou indícios de crime sexual, nem de lesão corporal ou ameaça“.

Os advogados do ex-seminarista recorreram à decisão do Ministério Público de Mogi das Cruzes.

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