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7 qualidades de quem fala com o pet, segundo a psicologia

Conversar com o cachorro, narrar o dia para o gato ou inventar respostas na voz do bichinho parece bobagem, mas tem explicação séria. Falar com os animais de estimação como se fossem gente é um hábito que a psicologia associa a traços muito positivos da personalidade. Esse comportamento tem até nome técnico e, segundo especialistas, revela bem mais sobre você do que sobre o seu pet. Reunimos abaixo o que conversar com animais pode dizer a seu respeito.

Antes de tudo, vale entender o conceito por trás disso. Atribuir falas, emoções e intenções a um cão, gato ou qualquer outro ser é o que os estudiosos chamam de antropomorfismo. Ou seja, é a tendência de enxergar características humanas em animais, objetos ou elementos da natureza. Longe de ser algo estranho, esse hábito está cada vez mais comum nos lares e costuma andar de mãos dadas com qualidades interessantes. Confira a seguir.

1. Inteligência emocional

A capacidade de conversar com cães e gatos como se eles entendessem tudo está ligada a um alto grau de inteligência emocional. Isso acontece porque a mente humana, ao fazer isso, tenta o tempo todo reconhecer e interpretar emoções, sejam as próprias ou as do outro.

De acordo com Nicholas Epley, pesquisador do antropomorfismo e autor do livro “Mindwise”, o ato de falar com um animal vai além de fortalecer o vínculo com ele. Esse hábito também estimula a cognição e aprimora a capacidade de comunicação das pessoas.

2. Empatia

O cérebro humano tende a se comunicar com qualquer ser por empatia e pela necessidade de criar vínculos. Conforme aponta uma pesquisa publicada na revista Frontiers in Psychology, a empatia em relação aos animais tem ligação com o apego e pode gerar atitudes pró-sociais, ou seja, ações voltadas ao bem do outro.

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Inclusive, um estudo divulgado na Cabi Digital Library reforça a ideia. Segundo a pesquisa, estudantes universitários que têm animais de estimação apresentam um senso de empatia maior do que aqueles que nunca tiveram um pet.

3. Criatividade e imaginação

Para “conversar” com um bichinho, o tutor precisa imaginar possíveis respostas e reações do animal durante o diálogo. Isso exige uma boa dose de criatividade, e a ciência concorda com essa lógica.

De acordo com um estudo publicado na base PubMed, o antropomorfismo pode ter motivações diferentes. No entanto, ele costuma indicar pessoas com alto nível de criatividade e uma capacidade cognitiva elevada.

4. Boa autoestima

Ter a companhia diária de um animal e conversar com ele pode contribuir para a autoestima do tutor. É o que sugere outra pesquisa publicada na PubMed. Segundo o estudo, quem tem pet é estimulado a praticar mais atividades físicas, o que ajuda a elevar a autoestima.

Além disso, testes apontaram que a convivência com um cão ou gato melhora o bem-estar. O motivo é que esse contato ajuda a suprir necessidades emocionais e afasta sentimentos negativos ligados a situações de rejeição social.

5. Sociabilidade

Conversar com o pet também reflete na vida social do tutor. Falar com o cão ou o gato funciona como uma forma de aprimorar habilidades sociais e até de conhecer gente com os mesmos interesses.

Quem tem o hábito de passear com o cachorro, por exemplo, acaba mais propenso a encontrar outros tutores nas ruas e parques. E, enquanto os animais interagem, as pessoas conversam entre si, o que estimula a sociabilidade no dia a dia.

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6. Instinto de cuidado

Quem fala com frequência com o animal costuma ter um instinto de cuidado maior com o próximo. Mais do que um perfil afetuoso, o hábito revela preocupação genuína com o bem-estar do pet.

Segundo pesquisadores da Pensilvânia, nos Estados Unidos, esse instinto de cuidado ajuda os humanos a construir relacionamentos mais saudáveis uns com os outros. Vale lembrar que isso se estende para além da relação com o bichinho.

7. Simplicidade

Por fim, criar diálogos com o próprio animal muitas vezes indica que a pessoa valoriza a simplicidade e não se preocupa tanto com julgamentos alheios. Um estudo publicado na Springer Nature reforça esse ponto.

De acordo com a pesquisa, quem tem esse costume normalmente vive de forma mais autêntica e com foco maior no presente. Como resultado, cria conexões reais e afasta sentimentos como estresse e ansiedade.

Afinal, falar com o pet faz bem?

Diante de tudo isso, a resposta dos especialistas é direta: falar com os animais não tem nada de negativo, muito pelo contrário. O hábito reforça os laços afetivos, cria um ambiente lúdico em casa e está associado à redução do estresse e da solidão. Ou seja, aquela conversa boba com o seu cachorro pode ser um sinal de saúde emocional.

E você, também conversa com o seu pet como se ele entendesse cada palavra? Marca aquele amigo que vive de papo com o cachorro ou o gato e conta pra gente nos comentários: quantas dessas qualidades você reconheceu em si?

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