A judoca e medalha de ouro olímpica Rafaela Silva foi vítima de uma abordagem constrangedora na última quinta-feira (22). Nas redes sociais, a atleta contou que foi parada pela polícia no Rio e desabafou: “Esse preconceito vai até onde?”
Em seu perfil oficial no Twitter, Rafaela disse que pegou um táxi no aeroporto para ir até sua casa, em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade. Segundo a judoca, a abordagem policial ocorreu na Avenida Brasil. “Ligaram a sirene e o taxista achou que eles queriam passagem, mas não foi o caso: eles queriam que o motorista encostasse o carro”, continuou.
Segundo Rafaela, um policial armado mandou que ela saísse do carro. “Quando cheguei na calçada, ele olhou para minha cara e falou: Trabalha onde?”
A judoca, então, respondeu que é atleta e o policial a reconheceu e abaixou a cabeça. “Isso tudo no meio da Avenida Brasil e todo mundo me olhando, achando que a polícia tinha pegado um bandido, mas era apenas eu, tentando chegar em casa.” A publicação nas redes sociais ganhou dezenas de comentários em solidariedade à atleta.
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https://twitter.com/Rafaelasilvaa/status/966792492795465728
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Em nota, a polícia do Rio negou que a abordagem tenha sido preconceituosa. “As declarações da judoca Rafaela Silva de que teria sofrido constrangimento durante uma abordagem ao táxi em que viajava na quinta-feira à noite, na Avenida Brasil, são injustas e não ajudam o trabalho de combate à criminalidade. A Polícia Militar intensificou o policiamento preventivo nos principais corredores viários da Região Metropolitana para reprimir roubos de veículos e carga, adotando critérios técnicos e legais para cumprir sua missão de servir e proteger a sociedade.”


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