in ,

14 hábitos estranhos que fazem bem para a saúde

Imagem gerada por I.a

Aquela mania esquisita pode ser mais saudável do que parece. A ciência já investigou vários costumes considerados bizarros e encontrou benefícios reais para corpo e mente.

Existem hábitos estranhos que fazem bem para a saúde e que, à primeira vista, parecem apenas manias sem propósito. No entanto, a ciência colocou vários desses comportamentos sob o microscópio e descobriu que eles podem ajudar o cérebro, aliviar o estresse e até fortalecer a imunidade. Ou seja, aquilo que os outros acham esquisito talvez seja o seu corpo agindo a favor do próprio bem-estar. Vale lembrar que nada aqui substitui acompanhamento médico, mas a lista a seguir mostra como pequenos gestos do dia a dia podem ter respaldo científico surpreendente.

Reunimos 14 desses hábitos curiosos abaixo. Aposto que você faz pelo menos três deles sem nem perceber.

1. Falar sozinho

Conversar consigo mesmo em voz alta costuma render olhares tortos, mas a psicologia cognitiva enxerga o gesto como uma ferramenta poderosa. Segundo pesquisas associadas ao professor Gary Lupyan, da Universidade de Wisconsin, verbalizar pensamentos ajuda a organizar ideias, manter o foco e até localizar objetos mais rápido.

Além disso, dizer as tarefas em voz alta pode reforçar a memória e melhorar a autorregulação emocional. Portanto, murmurar enquanto procura as chaves não é sinal de nada errado. É o cérebro trabalhando a seu favor.

2. Tomar banho gelado

Encarar a água fria parece castigo, mas essa prática vem ganhando fama por bons motivos. A exposição ao frio pode estimular a liberação de neurotransmissores ligados ao ânimo, como a dopamina e a noradrenalina, o que ajuda a explicar aquela sensação de “acordar de vez”.

Inclusive, um estudo holandês publicado na revista PLOS One associou o hábito de terminar o banho com alguns segundos de água fria a menos faltas ao trabalho por doença. Ainda assim, é preciso cautela: pessoas com problemas cardíacos, hipertensão ou gestantes devem conversar com um médico antes de aderir.

3. Mascar chiclete

Aquele chiclete durante a prova pode ser mais estratégico do que você imagina. De acordo com um estudo publicado no British Journal of Psychology, liderado pela pesquisadora Kate Morgan, mascar chiclete ajudou voluntários a manter a concentração por mais tempo em tarefas que exigem atenção contínua.

Veja também:
Físico previu o "fim do mundo" para 13 de novembro de 2026

A explicação mais aceita é que o movimento da mastigação aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro. Vale lembrar que a versão sem açúcar ainda estimula a salivação, o que costuma ser aliado da saúde bucal.

4. Soltar um palavrão

Bater o dedinho na quina da cama e xingar tem base científica. Segundo o psicólogo Richard Stephens, da Universidade Keele, na Inglaterra, praguejar pode aumentar a tolerância à dor. Em seus experimentos, quem xingava conseguia manter a mão na água gelada por mais tempo.

A hipótese é que o palavrão dispara a resposta de “lutar ou fugir”, que reduz momentaneamente a percepção de dor. Por outro lado, os pesquisadores apontam que o efeito enfraquece em quem xinga o tempo todo. Ou seja, use com moderação.

5. Rabiscar distraidamente

Encher a margem do caderno de bolinhas durante uma reunião não é falta de atenção. Conhecido como doodling, esse hábito foi tema do estudo “What does doodling do?”, publicado no periódico Applied Cognitive Psychology. Nele, participantes que rabiscavam enquanto ouviam uma mensagem lembraram de mais informações depois.

A ideia é que o movimento leve das mãos impede a mente de “desligar” em tarefas monótonas. Portanto, aquele rabisco pode ser justamente o que mantém seu foco ativo.

6. Tirar cochilos curtos

Cochilar depois do almoço nem sempre é preguiça. Pesquisas clássicas da NASA mostraram que sonecas curtas melhoraram o desempenho e o estado de alerta de pilotos. Além disso, estudos ligados à University College London associaram o hábito de cochilar a um maior volume cerebral ao longo dos anos.

O segredo está na dose. Cochilos breves, em geral de 10 a 30 minutos e no início da tarde, tendem a recarregar a energia sem atrapalhar o sono da noite. E você, é do time da soneca?

7. Balançar a perna sem parar

Aquela perna que treme sozinha na cadeira incomoda muita gente, mas também tem seu lado positivo. Esse tipo de inquietação faz parte do que os cientistas chamam de termogênese sem exercício (NEAT), que aumenta levemente o gasto de energia mesmo com você sentado.

Além do aspecto metabólico, o movimento repetitivo pode funcionar como válvula de escape para a tensão e ajudar a manter o foco em tarefas longas. Vale um lembrete: quando o desconforto nas pernas é intenso e atrapalha o sono, pode ser a síndrome das pernas inquietas, um quadro que merece avaliação médica.

Veja também:
5 signos que têm dificuldade de esquecer um ex

8. Trabalhar com a mesa bagunçada

Se a sua mesa vive uma zona, respire aliviado. A psicóloga Kathleen Vohs, da Universidade de Minnesota, conduziu experimentos em que pessoas em ambientes desorganizados geraram ideias mais criativas e inovadoras do que quem estava em espaços impecáveis.

A conclusão dos pesquisadores é que o caos pode estimular formas de pensar fora do convencional. No entanto, tudo tem limite: quando a bagunça vira fonte de estresse, aí ela deixa de ajudar. Marca aquele amigo que usa isso como desculpa para nunca arrumar a escrivaninha.

9. Cantar, mesmo desafinado

Soltar a voz no chuveiro faz bem de verdade, e não importa se você desafina. Um estudo da Universidade de Oxford apontou que cantar estimula a liberação de endorfina, ligada à sensação de prazer. A prática também está associada à redução do cortisol, o hormônio do estresse.

Inclusive, cantar em grupo, como em corais, pode aumentar a produção de imunoglobulina A, um anticorpo que ajuda o sistema imunológico. Ou seja, aquele karaokê desengonçado também é autocuidado.

10. Chorar sem culpa

Segurar o choro pode ser pior do que deixá-lo rolar. Estudos ligados ao pesquisador William Frey indicam que as lágrimas emocionais carregam hormônios do estresse, eliminados durante o choro. Não à toa, muita gente relata uma sensação de leveza depois de uma boa crise de lágrimas.

Além disso, o corpo libera ocitocina e endorfina, que funcionam como um analgésico natural e ativam o sistema nervoso responsável pelo relaxamento. Chorar num filme triste, portanto, é o seu organismo se descarregando.

11. Ouvir ASMR

Aqueles vídeos de sussurros e sons suaves parecem estranhos, mas viraram refúgio de relaxamento para muita gente. O ASMR, sigla em inglês para resposta sensorial autônoma do meridiano, provoca em algumas pessoas um formigamento agradável associado a calma e conforto.

Relatos e pesquisas iniciais sugerem que a prática pode ajudar a reduzir a ansiedade, aliviar o estresse e melhorar o sono. Vale ressaltar que a ciência ainda estuda o fenômeno e o efeito varia de pessoa para pessoa. Quem tem misofonia, aliás, pode sentir o contrário e deve evitar.

Veja também:
7 qualidades de quem fala com o pet, segundo a psicologia

12. Cheirar livros

Abrir um livro e afundar o nariz nas páginas soa excêntrico, mas tem quem não resista. Especialistas costumam explicar que o prazer desse hábito está mais ligado à memória afetiva e à nostalgia do que a um efeito fisiológico comprovado.

O cheiro característico do papel ativa lembranças e sensações de aconchego, o que pode contribuir para o bem-estar emocional. Portanto, se você é dessas pessoas, aproveite sem constrangimento a próxima ida à livraria.

13. Rir alto, até sozinho

Cair na gargalhada sozinho olhando o celular pode parecer coisa de gente estranha, mas o riso é um remédio natural. Um estudo da Universidade de Maryland observou que rir aumenta o fluxo sanguíneo e favorece a dilatação dos vasos, o que protege a saúde cardiovascular.

Além disso, a boa e velha risada estimula a liberação de endorfina, reduz hormônios do estresse e ativa células de defesa do organismo. Em outras palavras, dar risada é levar o corpo para uma miniacademia interna. E você, ri à toa por aí?

14. Fazer “banho de floresta”

Andar devagar no meio das árvores só para sentir o ambiente ganhou até nome: shinrin-yoku, ou banho de floresta, prática nascida no Japão nos anos 1980. Não se trata de exercício intenso, mas de imersão sensorial e presença plena na natureza.

De acordo com o médico japonês Qing Li, referência no tema, o contato com a floresta pode reduzir os níveis de cortisol e aumentar a atividade das células NK (natural killer), ligadas à defesa do corpo. Ou seja, aquela caminhada sem pressa no parque é mais poderosa do que aparenta.

E você, faz algum desses?

No fim das contas, muita mania considerada esquisita esconde um funcionamento inteligente do corpo e da mente. Vale reforçar que esses hábitos saudáveis são complementos ao bem-estar, e não tratamentos: em caso de dúvidas ou sintomas, o ideal é sempre procurar um profissional de saúde. Agora conta pra gente nos comentários: quais desses você já pratica sem nem perceber? E não esquece de marcar aquele amigo que fala sozinho o dia inteiro.

Em Destaque

Recomendamos para você

Deixe seu comentário

11 brinquedos que marcaram quem cresceu nos anos 90