Spoiler: quase metade da lista está na área da saúde. E tem um cargo famoso que ficou de fora do pódio e vai te surpreender.
Descobrir quais são os empregos mais bem pagos do mundo virou quase um esporte na internet. Afinal, todo mundo já parou pra pensar se escolheu a carreira certa. Segundo um levantamento divulgado pela Exame, com base em dados da plataforma Indeed e da Insider Monkey, as maiores remunerações globais estão concentradas em saúde, tecnologia, aviação, direito e gestão. O estudo reuniu informações de mercados como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Suíça e Japão, considerando apenas salários médios anuais acima de US$ 100 mil.
Vale um aviso importante antes de começar: esses valores são médias internacionais. Ou seja, não refletem necessariamente a realidade brasileira. A remuneração muda bastante conforme país, tempo de experiência e especialização. Feito o disclaimer, bora pra lista.
1. Anestesista
Lidera o ranking com folga. O salário médio anual é de US$ 357.081, de acordo com o levantamento.
O trabalho explica o valor. Anestesistas avaliam pacientes, administram os anestésicos e monitoram sinais vitais durante todo o procedimento cirúrgico. É uma função de altíssima responsabilidade, em que qualquer deslize tem consequência imediata.
2. Cirurgiã e cirurgião
Logo atrás vem quem opera. A média salarial anual chega a US$ 294.539.
A carreira exige graduação em Medicina, residência específica e, na maioria dos casos, anos adicionais de subespecialização. Inclusive, é justamente essa barreira de entrada que mantém o número de profissionais baixo e os salários altos.
3. Dentista
Muita gente se surpreende ao ver a odontologia tão no topo. Mas os números falam: a média anual é de US$ 232.436.
Dentistas cuidam da saúde bucal e realizam procedimentos clínicos variados. Além disso, a área comporta diversas especializações, e algumas delas puxam a remuneração ainda mais pra cima.
4. Advogada e advogado corporativo
Primeiro nome fora da saúde na lista. A média salarial é de US$ 201.246 por ano.
Esses profissionais atuam em Direito Empresarial: contratos, fusões, aquisições e compliance. Ou seja, transitam entre o jurídico e o financeiro. Habilidade de negociação, nesse caso, vale tanto quanto o diploma.
5. CEO (Chief Executive Officer)
O cargo mais glamourizado do mundo corporativo aparece só em quinto. A média anual registrada é de US$ 153.267.
CEOs ocupam a principal cadeira executiva de uma empresa e respondem por estratégia, operações e resultados. Vale lembrar, no entanto, que médias salariais raramente contam a história completa desse cargo. Voltaremos nesse ponto mais pra frente.
6. Engenheira e engenheiro de DevOps
A tecnologia entra na lista com US$ 128.775 de média anual.
Quem trabalha com DevOps faz a ponte entre o desenvolvimento de software e a operação dos sistemas. Na prática, é a função que garante que aquilo que foi programado rode de forma estável. Exige conhecimento avançado em tecnologia da informação.
7. Cientista de dados
Com média anual de US$ 127.641, o cientista de dados segue entre as carreiras mais disputadas do mercado.
A função envolve analisar grandes volumes de informação pra apoiar decisões estratégicas. A formação combina estatística, programação e matemática, uma tríade que ainda tem pouca gente qualificada disponível.
8. Gerente de finanças
A média salarial anual é de US$ 117.441.
Gerentes financeiros cuidam de fluxo de caixa, tributos e planejamento financeiro. Por outro lado, diferente de outras funções da lista, essa aparece em praticamente todo tipo de empresa, o que amplia bastante as oportunidades.
9. Piloto de avião
Voar bem paga bem: a média é de US$ 107.251 por ano.
Pilotos comandam aeronaves de passageiros ou de carga. A formação técnica é rigorosa e envolve certificações constantes. Além disso, o setor aéreo vive uma escassez de mão de obra qualificada que pressiona os salários pra cima.
10. Engenheira e engenheiro aeronáutico
Fechando a lista, a média anual é de US$ 104.279.
Esses profissionais projetam e mantêm aeronaves e sistemas aeroespaciais. O trabalho mistura engenharia pura, protocolos de segurança e otimização de desempenho técnico.
Bônus: nos EUA, os CEOs nem entram no top 15
Aqui está o dado que quebra a expectativa de muita gente. Um outro ranking, elaborado pelo Visual Capitalist com dados do Bureau of Labor Statistics (BLS), olhou especificamente para as ocupações mais bem remuneradas dos Estados Unidos. Nele, os CEOs aparecem apenas em 16º lugar.
O primeiro lugar fica com um grupo minúsculo: os cirurgiões pediátricos, com cerca de mil profissionais em atividade e média de US$ 450,8 mil por ano. Em segundo vêm os cardiologistas, com US$ 432,5 mil.
A saúde domina esse ranking até a 13ª posição, quando a aviação finalmente aparece. Segundo o levantamento, a pandemia provocou escassez de profissionais no setor, e companhias como Delta, United e American Airlines concederam reajustes entre 30% e 40%. Hoje, pilotos, copilotos e engenheiros de voo recebem em média US$ 280,6 mil anuais.
E os CEOs? A média considerada foi de US$ 262,9 mil. Acontece que esse número inclui apenas o salário fixo, sem bônus, participação acionária e outras formas de remuneração variável, que costumam ser justamente a maior parte do pacote de um executivo. Ou seja, o 16º lugar diz mais sobre a metodologia do que sobre o poder aquisitivo real desses profissionais.
Outro dado curioso: atletas profissionais ficam em 18º, com média de US$ 259,8 mil por ano. A conta mistura as superestrelas milionárias com a imensa maioria de competidores que ganha muito menos.
Por que a área da saúde domina esses rankings?
A explicação combina três fatores. Em primeiro lugar, a exigência de formação é altíssima: essas carreiras pedem, em média, mais de dez anos de estudo e treinamento.
Em segundo, há escassez real de especialistas. Quanto menor o número de profissionais habilitados, maior a pressão sobre os salários.
Por fim, entra a demanda. O envelhecimento da população amplia a necessidade de atendimento especializado, o que sustenta remunerações elevadas em diversas áreas médicas. É a velha lógica de oferta e procura, só que aplicada a gente em vez de produtos.
Vale trocar de carreira por causa disso?
Calma lá. Antes de rasgar o diploma, lembre-se de que todos esses valores são médias internacionais, puxadas principalmente por Estados Unidos e Europa. No Brasil, os patamares são outros.
Além disso, salário alto quase sempre vem acompanhado de anos de estudo, plantões, responsabilidade pesada e rotinas exaustivas. Não existe atalho nessa lista.
E aí, alguma dessas carreiras te surpreendeu? Marca aquele amigo que jura que ser CEO é o auge do sucesso financeiro e conta pra gente nos comentários qual profissão você achou que estaria no topo.

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