Na última quinta-feira (28), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que é constitucional a lei que permite o sacrifício ritual de animais em cultos de religião de matriz africana. Os ministros analisaram o tema através de uma lei estadual do Rio Grande do Sul que deixou expresso que é possível o sacrifício animal nessas situações. A autorização foi acrescentada no Código Estadual de Proteção aos animais, que veda agressão e crueldade.
No dia seguinte (29), a apresentadora e ativista Luisa Mell acabou se envolvendo em uma grande polêmica ao tentar criticar a decisão do órgão. Ela usou suas redes sociais para compartilhar um longo texto sobre o assunto.
“Degolar este inocente cachorrinho, se for em ritual religioso está liberado! Esta foi a triste decisão do STF ontem! Por unanimidade nossos Ministros decidiram que a degola de um animal para fins religiosos não envolve crueldade ou maus tratos. É de uma barbaridade tão grande que nos faz pensar se realmente estamos vivendo um retorno à Idade Média”, começou ela.
“Não importa a religião ou credo em discussão o foco da Justiça deveria ser a vítima e não o segmento da sociedade que se sente prejudicado por não poder vilanizar essa vítima. Eles só aprovaram esse absurdo porque animais ainda são vistos como coisas ou entes menos importantes que seres humanos”, diz, ainda, no texto.
Leia a publicação completa:

Os posicionamento de Luisa Mell, no entanto, rapidamente repercutiram negativamente nas redes sociais. A ativista foi acusada de preconceito, racismo e de intolerância religiosa. Além disso, foi criticada por usar de má-fé ao espalhar uma notícia falsa de maneira a fortalecer seus pontos de vista.
O fato é que nenhuma religião de matriz africana sacrifica animais domésticos, como o cachorro retratado na foto que ela postou.
“Luisa Mell, a branca loira rica que é o suprassumo do mau caráter, se dói por animais, mas nunca por gente, para completar ainda espalha fake news de que religiões de matriz africana sacrificam animais domésticos”, afirmou uma usuária do Twitter.
“A luta da Luisa Mell é legítima, mas não dá para passar pano para a sua atitude preconceituosa e tendenciosa ao espalhar notícias falsas de que religiões africanas sacrificam animais domésticos, não custa se informar antes Luisa”, acrescentou outro.
“Eu gostaria de saber qual o terreiro que Luisa Mell está frequentando para sair afirmando por aí que um cachorro pode ser utilizado em ritual religioso”, criticou mais uma.
Confira outras reações:
https://twitter.com/aminaquerhaxixe/status/1111981411198734341
https://twitter.com/brabira_/status/1111739220631216130
Alô Luísa Mell, tem vegano/vegetariano que é iniciado no Candomblé, e respeita os rituais e inclusive come o que é feito no terreiro. Não vem com pensamento racista pra cima das nossas religiões.
— taaaaina com t (@taaaaina) March 30, 2019
https://twitter.com/Iexandre/status/1111967747678724096
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