Coisas que aqui são pura simpatia podem soar como ofensa em outros países. Veja o que evitar antes de embarcar (e não passar vergonha).
Existem hábitos brasileiros tão automáticos que a gente nem percebe que faz. O problema é que vários desses hábitos normais no Brasil viram motivo de estranheza, gafe ou até multa quando cruzam a fronteira. Afinal, o jeitinho caloroso, informal e espontâneo do brasileiro nem sempre é lido da mesma forma por outras culturas. Em alguns lugares, aquilo que aqui significa carinho ou educação pode soar como invasão de espaço ou falta de respeito.
Por isso, separamos 20 costumes bem nossos que costumam pegar mal em outros países, com base em matérias de veículos como o Agora Viagens e o Correio Braziliense. Spoiler: alguns realmente são malvistos. Bora conferir?
1. Deixar gorjeta onde ela não é bem-vinda

No Brasil, dar aquele extra é sinônimo de gratidão. No entanto, no Japão e na Coreia do Sul a gorjeta pode constranger o profissional. Por lá, o bom atendimento já é parte da obrigação do trabalho.
Oferecer dinheiro a mais pode até soar como desvalorização da profissão. Ou seja, nesses lugares, um obrigado sincero vale muito mais do que uma nota extra.
2. Não deixar gorjeta nos Estados Unidos

Por outro lado, tem país onde a gorjeta é quase lei. Nos Estados Unidos, boa parte da renda de garçons e atendentes vem desse valor adicional.
Não deixar gorjeta pode ser interpretado como insatisfação ou falta de educação. Em geral, espera-se algo entre 15% e 20% do total, salvo em casos de atendimento realmente ruim.
3. Mascar chiclete em Cingapura

Mascar chiclete andando pela rua é a coisa mais comum do mundo por aqui. Em Cingapura, porém, essa prática é restringida por lei, com venda limitada e regras rígidas de descarte.
A ideia é manter a cidade limpa e organizada. Inclusive, o descarte inadequado pode render multa, mesmo para turista desavisado.
4. Limpar todo o prato

No Brasil, deixar comida no prato pode soar como desperdício. Já na China e na Tailândia, o significado se inverte: prato totalmente limpo pode indicar que a porção foi pouca.
Deixar um restinho, nesses casos, sinaliza fartura e que o anfitrião caprichou. É um detalhe cultural que confunde muito viajante.
5. Fazer o sinal de positivo

Aquele joinha que a gente usa o tempo todo nem sempre é bem-vindo. Em algumas regiões do Oriente Médio, o gesto pode ter conotação ofensiva.
Para não correr risco de mal-entendido, vale trocar o sinal por um sorriso ou um agradecimento verbal. Simples e seguro.
6. Pedir tempero extra na mesa

Pedir ketchup, pimenta ou um molho a mais é rotina no Brasil. Contudo, na Itália, na Espanha e no Japão, isso pode causar estranheza, já que essas cozinhas valorizam o sabor original do prato.
Alterar a receita pode ser lido como crítica ao chef. Experimentar a comida como ela é servida demonstra respeito pela tradição local.
7. Apertar a mão com muita força

No Brasil, aperto firme passa confiança. Nas Filipinas, no entanto, esse mesmo gesto pode parecer agressivo, já que o contato costuma ser mais leve e discreto.
Ajustar a intensidade do cumprimento ajuda a causar uma boa primeira impressão. Vale o jogo de cintura.
8. Chegar atrasado

O famoso atraso brasileiro é até tolerado por aqui. Em países como Alemanha e Suíça, porém, pontualidade é praticamente sagrada.
Chegar fora do horário transmite falta de respeito pelo tempo dos outros. Em primeiro lugar nesses destinos: planejamento e relógio em dia.
9. Comer andando na rua

Comer um lanche na calçada ou no transporte é super comum no Brasil. Em Ruanda, por outro lado, essa prática é vista como falta de educação.
Por lá, espera-se que as refeições aconteçam em locais apropriados. Até um snack rápido pode ser mal interpretado.
10. Beber álcool em via pública

Aquela cerveja na rua ou na praia é quase um esporte nacional. Nos Estados Unidos, no entanto, muitas cidades proíbem o consumo de álcool em locais públicos.
A infração pode resultar em multa ou até detenção. O ideal é beber apenas em ambientes autorizados.
11. Abraçar quem você mal conhece

O abraço caloroso é a cara do brasileiro. Na França, porém, esse gesto costuma ser reservado a familiares e pessoas próximas.
O espaço pessoal é mais valorizado por lá, principalmente entre desconhecidos ou em ambiente profissional. Cumprimentos formais costumam ser a melhor pedida.
12. Compartilhar o copo ou a bebida

Dividir o mesmo copo entre amigos é normal no Brasil. Já na França e na Guatemala, cada pessoa costuma ter o próprio recipiente.
Além da questão cultural, entram em jogo a higiene e o respeito ao espaço de cada um. Melhor não insistir naquele golinho compartilhado.
13. Oferecer carona

Dar carona para o colega é gesto de gentileza por aqui. Na Europa, no entanto, esse costume não é tão comum, nem mesmo entre conhecidos.
Por lá, o transporte tende a ser individual ou feito por meios públicos. Vale lembrar: não receber o convite não é frieza, é só um costume diferente.
14. Furar fila

Furar fila é malvisto em praticamente todo lugar, mas em alguns países a reprovação é imediata e pública. Em certas atrações turísticas, a prática pode até render expulsão.
Respeitar a ordem é regra básica de convivência. Aqui não tem desculpa: paciência sempre.
15. Falar alto em público

Falar alto, rir solto e gesticular é parte do bom humor brasileiro. Em países como Japão, Alemanha e Suécia, porém, espera-se um tom de voz mais discreto, principalmente em restaurantes e transportes.
Nesses ambientes, o barulho pode ser interpretado como falta de respeito. Abaixar o volume é sinal de boa convivência.
16. Cumprimentar com beijinho no rosto

O beijo no rosto é cumprimento padrão por aqui. No Reino Unido, no Japão e nos Estados Unidos, contudo, esse contato pode causar desconforto.
Nesses lugares, o aperto de mão formal costuma ser o esperado. Observar como os locais se cumprimentam evita saia justa.
17. Andar de chinelo na rua

Chinelo é praticamente uniforme oficial do verão brasileiro. Em muitas cidades da Europa e dos Estados Unidos, no entanto, o hábito pode ser associado a informalidade excessiva ou desleixo.
Não é proibido, claro, mas pode chamar atenção do jeito errado dependendo do lugar. Vale ter outra opção na mala.
18. Falar alto ou rir em ambientes religiosos

Em igrejas e templos de países como Itália e França, espera-se comportamento mais sóbrio. O tom descontraído do brasileiro pode destoar bastante nesses espaços.
Esses locais costumam pedir silêncio e respeito. Inclusive, muita gente nem imagina o quanto isso é levado a sério.
19. Comer com as mãos

Pegar a comida com a mão parece inofensivo, mas em algumas culturas isso pega mal. Em nações da Ásia e do Oriente Médio, o hábito é desaconselhado fora de refeições tradicionais.
Em determinados contextos, tocar diretamente nos alimentos pode ser visto como falta de higiene. O melhor é observar o costume local antes.
20. Fazer perguntas pessoais logo de cara

Perguntar estado civil, onde a pessoa mora ou quanto ela ganha é jeito brasileiro de mostrar interesse. Nos Estados Unidos, porém, isso pode soar como invasão de privacidade.
Por lá, conversas iniciais costumam ser mais reservadas. Ou seja, melhor ir com calma antes de soltar o questionário completo.
E você, já passou por alguma dessas?
No fim das contas, nenhum desses hábitos brasileiros é errado. Eles só fazem parte de um jeito de viver que nem sempre tem o mesmo significado em outras culturas. Conhecer essas diferenças antes de viajar evita gafe e ainda deixa a experiência muito mais tranquila.
Agora conta pra gente: qual desses você faz sem nem pensar? E aí, marca aquele amigo que vive de chinelo e dá joinha pra todo mundo. 😄

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