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17 invenções que pareciam piada quando foram lançadas

Imagem gerada por I.a

Antes de virarem indispensáveis, elas foram motivo de chacota. Prepare-se para descobrir os inventos mais ridicularizados da história.

Nem toda grande ideia nasce aplaudida. Muitas invenções que hoje usamos sem pensar foram tratadas como piada, capricho ou até coisa do demônio quando surgiram. Ao longo dos séculos, invenções revolucionárias passaram por anos de deboche antes de conquistar o mundo, e algumas das frases ditas na época hoje soam simplesmente cômicas. Reunimos 17 invenções ridicularizadas que provam que, às vezes, o riso é só o primeiro capítulo de uma história de sucesso. Vem ver, você certamente usa quase todas elas.

1. O guarda-chuva

Parece impossível rir de um guarda-chuva, mas foi exatamente o que aconteceu na Inglaterra do século XVIII. O objeto era visto como acessório exclusivamente feminino, e homem que ousasse carregar um virava piada na rua.

O comerciante inglês Jonas Hanway entrou para a história como o primeiro londrino a andar diariamente de guarda-chuva. Em vida, foi ridicularizado sem dó pelos conterrâneos. Depois de sua morte, em 1786, os ingleses finalmente perceberam a utilidade do acessório nos frequentes dias de chuva do país. Hoje ninguém sai sem um, né?

2. O café

Difícil imaginar a vida sem café, mas a bebida já foi tratada como perigosa e até diabólica. Quando chegou à Europa, opositores na Itália chegaram a chamá-la de “invenção amarga de Satanás”, alegando que ela corromperia os fiéis.

A polêmica foi tão longe que, segundo relatos históricos, o próprio Papa Clemente VIII teria precisado intervir. Ao provar a bebida, teria dado sua aprovação, abrindo caminho para o café virar o combustível diário de meio planeta. Vale lembrar que hoje ele move manhãs, escritórios e amizades inteiras.

3. A lâmpada elétrica

Quando Thomas Edison apresentou sua lâmpada incandescente, no fim da década de 1870, nem todo mundo se convenceu. Financiadores de Wall Street, incluindo o poderoso J.P. Morgan, hesitaram em investir, receosos de que aquilo não passasse de um “brinquedo de laboratório”.

O ceticismo, no entanto, durou pouco. Em 1882, ao acionar a usina da Pearl Street, em Nova York, Edison acendeu centenas de lâmpadas de uma vez e marcou o início da era elétrica. O “brinquedo” iluminou o mundo.

4. O telefone

Em 1876, quando Alexander Graham Bell apresentou o telefone, muita gente enxergou apenas um brinquedo inútil. A ideia de transmitir a voz a distância soava absurda, e investidores céticos duvidavam de qualquer utilidade prática.

A resistência não era só de investidores. Segundo registros da época, autoridades britânicas acreditavam que o país não precisava do aparelho, já que dispunha de mensageiros de sobra. Ou seja: o que hoje cabe no bolso já foi visto como perda de tempo.

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5. O automóvel

No início do século XX, apostar no carro parecia furada. Quando o advogado de Henry Ford foi a um banco em busca de empréstimo para a linha de produção do Ford T, ouviu uma previsão que envelheceu muito mal.

O cavalo está aqui para ficar, mas o automóvel é apenas uma novidade, uma moda.

A frase é atribuída a George Peck, presidente de um banco de Michigan, em 1903. Na época, os primeiros carros a motor eram barulhentos, lentos e alguns chegaram a ser apedrejados por “ameaçar a segurança pública”. Deu para perceber quem estava certo, né?

6. O avião

Antes de o homem voar, a ciência jurava que era impossível. Um dos maiores nomes da física da época cravou uma sentença que a história logo desmentiu.

Máquinas voadoras mais pesadas que o ar são impossíveis.

A declaração é atribuída a Lord Kelvin, físico e matemático britânico, em 1895. Poucos anos depois, os primeiros voos motorizados começaram a acontecer, e mesmo assim a imprensa reagiu com desconfiança. Um jornal chegou a estampar a manchete “voadores ou mentirosos?”, duvidando de quem dizia ter decolado. Spoiler: o céu ficou cheio de aviões.

7. O limpador de para-brisa

Hoje é item obrigatório em qualquer carro, mas o limpador de para-brisa começou rejeitado. A inventora Mary Anderson patenteou a ideia em 1903, e fabricantes de automóveis torceram o nariz.

O argumento era curioso: montadoras alegaram que o movimento das palhetas seria uma distração perigosa para os motoristas. Anos depois, quando a patente já havia expirado, a mesma indústria adotou a invenção sem dar o devido crédito. Injusto, no mínimo.

8. O rádio

Difícil imaginar que o rádio já foi visto como aposta sem futuro. No começo dos anos 1920, propostas de investir na tecnologia esbarraram no ceticismo de quem não via valor comercial em transmitir som pelo ar para ninguém em particular.

A lógica dos céticos era simples: se a mensagem ia para todo mundo ao mesmo tempo, quem pagaria por ela? Poucos anos depois, o rádio virou o coração do entretenimento e da informação de gerações inteiras, muito antes da televisão.

9. A televisão

Se o rádio sofreu, a televisão não ficou atrás. Em plena metade do século XX, um figurão de Hollywood apostou que a novidade não passaria de modinha.

A televisão não vai durar, porque as pessoas logo vão se cansar de encarar uma caixa de madeira toda noite.

A previsão é atribuída a Darryl Zanuck, produtor da 20th Century Fox, em 1946. O tempo mostrou o contrário: a “caixa de madeira” virou o centro das salas de estar do mundo inteiro por décadas. Quem diria?

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10. A fotocopiadora (xerox)

A fotocopiadora nasceu no fim dos anos 1930, das mãos do físico Chester Carlson, mas quase ninguém quis apostar nela. Empresários não acreditavam que existisse mercado para copiar documentos, afinal, o papel-carbono já dava conta do recado.

Segundo levantamentos históricos, Carlson foi rejeitado por mais de 20 empresas, incluindo gigantes como IBM, General Electric e RCA. Só em 1947 uma pequena fabricante de papel fotográfico, mais tarde conhecida como Xerox, comprou a ideia. O resto virou sinônimo de cópia, tanto que a gente ainda fala “tirar um xerox”.

11. O velcro

O velcro surgiu de uma observação simples: em 1941, o suíço George de Mestral reparou em como os carrapichos grudavam em suas roupas. A ideia era engenhosa, mas o mundo demorou a levar a sério.

De acordo com relatos históricos, a indústria têxtil ridicularizou a invenção por anos. Foi preciso tempo, e uma ajudinha da popularização em outros setores, para que o velcro virasse presença garantida em tênis, mochilas e jaquetas. Marca aquele amigo que ainda ama o barulhinho de abrir um velcro.

12. A mala com rodinhas

Parece óbvio hoje, mas a mala com rodinhas só apareceu em 1970, muito depois de o homem já ter chegado à Lua. A ideia foi de Bernard Sadow, que teve o estalo ao ver bagagens deslizando por uma esteira no aeroporto.

O curioso é que a invenção foi rejeitada por várias empresas antes de a loja Macy’s assumir o risco. Sadow contava que a maior resistência vinha dos homens, que consideravam carregar a mala na mão sinal de masculinidade. Hoje ninguém abre mão de arrastar a bagagem sem esforço.

13. O Post-it

O queridinho dos escritórios nasceu de um erro. Em 1968, o cientista Spencer Silver, da 3M, tentava criar uma cola superforte e acabou fazendo o oposto: um adesivo fraco, que grudava e desgrudava sem deixar resíduo.

Por anos, a criação foi considerada um fracasso e ficou engavetada. O próprio Silver chamava sua descoberta de “uma solução sem problema”. A virada veio quando o colega Art Fry percebeu que a tal cola era perfeita para marcar as páginas do seu livro de canto na igreja. Assim nasceu o Post-it, hoje vendido aos bilhões.

14. O Walkman

Quando a Sony lançou o Walkman, em 1979, nem dentro da própria empresa a fé era total. O aparelho tocava fitas, mas não gravava, e muitos apostavam que isso seria um problema fatal para as vendas.

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O ceticismo foi tanto que o cofundador Akio Morita teria prometido se demitir caso as metas não fossem batidas. Não precisou: o Walkman virou febre mundial, vendeu centenas de milhões de unidades e mudou para sempre a forma de ouvir música. Foi o bisavô do fone que você usa agora.

15. O computador pessoal

Hoje temos computadores em casa, no bolso e até no pulso, mas nos anos 1970 essa ideia soava sem sentido para gente muito graduada do setor. Um dos executivos mais respeitados da tecnologia cravou uma frase que virou lenda.

Não há razão para que alguém queira ter um computador em casa.

A declaração é atribuída a Ken Olsen, então presidente da Digital Equipment Corporation, em 1977. No mesmo período, o computador pessoal começava a se popularizar com aparelhos que logo invadiriam escritórios, escolas e lares. Nunca uma previsão envelheceu tão rápido.

16. A internet

Pode parecer inacreditável, mas a internet já foi tratada como modinha passageira. Nos anos 1990, o acesso era lento, caro e limitado, e muita gente apostava que aquele emaranhado de cabos logo seria esquecido.

A frase “isso nunca vai pegar” acompanhou os primeiros anos da rede. No entanto, em poucos anos a internet deixou de ser curiosidade para virar a espinha dorsal da comunicação, do trabalho e do entretenimento. Inclusive, é graças a ela que você está lendo isto aqui.

17. O smartphone (iPhone)

Nossa lista fecha com um caso recente e delicioso. Quando a Apple apresentou o iPhone, em 2007, um dos maiores nomes da concorrência riu da proposta e apostou contra.

Não há a menor chance de o iPhone conquistar uma fatia significativa do mercado. Nenhuma chance.

A declaração é de Steve Ballmer, então CEO da Microsoft. O argumento era que o aparelho seria caro demais e não teria teclado físico. Anos depois, o próprio Ballmer admitiu o erro, enquanto o smartphone se tornava o dispositivo mais popular da história recente. Ironia pura.

E aí, se surpreendeu?

De guarda-chuva a smartphone, essas invenções ridicularizadas mostram que uma ideia genial nem sempre é reconhecida de cara. Muitas vezes, o que parece piada hoje vira item essencial amanhã. E você, qual dessas histórias mais te surpreendeu? Marca aquele amigo que vive dizendo que “isso nunca vai dar certo” e conta pra gente nos comentários!

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