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8 pedidos mais estranhos de atores em sets de filmagem

Boné proibido, balde de gelo na cabeça e até um especialista em tortura. Alguns astros de Hollywood levaram suas exigências a um nível que ninguém no set esperava.

Os pedidos estranhos de atores em sets de filmagem viraram lenda em Hollywood. Quando o nome do artista é grande o bastante, o roteiro entorta, a produção para e a equipe engole. Alguns desses pedidos nasceram de vaidade, outros de method acting levado ao extremo. Vale lembrar que todos os casos abaixo foram relatados publicamente pelos próprios envolvidos, diretores ou colegas de elenco. Prepare-se: tem gente que quase interpretou um pão.

1. Ben Affleck se recusou a usar um boné dos Yankees

Em “Garota Exemplar” (“Gone Girl”), o diretor David Fincher queria que o personagem de Ben Affleck usasse um boné do New York Yankees para se disfarçar num aeroporto. Só tinha um problema: Affleck é torcedor fanático do Boston Red Sox, rival histórico do time.

O ator contou ao jornal The New York Times que travou a produção por causa disso.

Não vou usar um boné dos Yankees. Simplesmente não consigo.

Ben Affleck, ao The New York Times

Depois de muita negociação, o impasse terminou num meio-termo curioso: o personagem aparece de boné do New York Mets. Em entrevistas recentes, Affleck seguiu defendendo a decisão.

2. Marlon Brando quis interpretar o pai do Superman como um bagel

Essa é real e foi contada pelo próprio diretor Richard Donner. Quando foi convidado para viver Jor-El em “Superman: O Filme” (“Superman”), Marlon Brando sugeriu que os habitantes de Krypton poderiam ter qualquer aparência, inclusive a de um pão.

Por que eu não interpreto isso como um bagel?

Marlon Brando, segundo relato de Richard Donner ao The Hollywood Reporter

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A lógica por trás do pedido, segundo o agente que avisou Donner de antemão, era simples: se ele convencesse todo mundo de que Jor-El era um objeto, bastaria gravar a voz e receber o cachê. Donner recusou. No fim, Brando aceitou o papel, mas ainda arrancou uma concessão: suas falas eram coladas no corpo de outros atores para que ele não precisasse decorar nada.

3. E, anos depois, Brando exigiu um balde de gelo na cabeça

Em “A Ilha do Dr. Moreau” (“The Island of Dr. Moreau”), o comportamento de Brando entrou para a história dos bastidores mais caóticos do cinema. Ele apareceu com um balde de gelo na cabeça e se recusou a tirá-lo. A produção, exausta, deixou a cena no corte final sem qualquer explicação na trama.

Não parou por aí. Segundo relatos, o ator não decorava as falas e usava um ponto eletrônico para que um assistente as ditasse. O colega David Thewlis chegou a afirmar que o aparelho captava frequências de rádio da polícia, e Brando repetia o que ouvia achando que era texto do roteiro.

4. Jim Carrey pediu ajuda de um especialista em resistência à tortura

Para virar o Grinch em “O Grinch” (“How the Grinch Stole Christmas”), Jim Carrey encarou horas diárias de maquiagem, lentes que cobriam o olho inteiro e uma roupa de pelo que coçava sem parar. No primeiro dia, ele disse ao diretor Ron Howard que queria abandonar o filme.

A maquiagem era como ser enterrado vivo todos os dias.

Jim Carrey, em entrevista ao programa de Graham Norton

A solução, revelada em uma retrospectiva publicada pela revista Vulture, foi trazer ao set um especialista que treinava agentes a suportar tortura e cativeiro. As técnicas ensinadas incluíam mudar de estímulo no ambiente e comer sem parar quando a ansiedade subisse. Deu certo: Carrey terminou as filmagens.

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5. Daniel Day-Lewis se recusou a sair da cadeira de rodas

Em “Meu Pé Esquerdo” (“My Left Foot”), Daniel Day-Lewis interpretou o escritor Christy Brown, que tinha paralisia cerebral. O ator decidiu não fazer nada que o personagem não pudesse fazer, e isso valia também fora de cena.

Ou seja: a equipe precisava empurrá-lo pelo set, erguê-lo por cima de cabos e equipamentos e ainda alimentá-lo na colher durante o almoço. Em outro filme, “Em Nome do Pai” (“In the Name of the Father”), ele pediu que os técnicos jogassem água gelada nele e o xingassem para simular o clima de interrogatório.

6. Shia LaBeouf arrancou um dente e cortou o próprio rosto

Nas filmagens de “Corações de Ferro” (“Fury”), Shia LaBeouf resolveu que a maquiagem de cicatriz não parecia real o bastante. O colega Logan Lerman contou à revista GQ que o ator saiu do camarim, pegou uma faca e cortou o próprio rosto, reabrindo os ferimentos ao longo da produção.

Segundo relatos publicados na época, LaBeouf também teria arrancado um dente e passado dias sem tomar banho para se aproximar da experiência de um soldado na Segunda Guerra. No entanto, o método não caiu bem com todo mundo: veículos da imprensa relataram que ele foi advertido por pessoas ligadas ao set.

7. Jared Leto mandou “presentes” bizarros para o elenco

Durante “Esquadrão Suicida” (“Suicide Squad”), Jared Leto teria enviado uma série de itens perturbadores aos colegas para construir o clima do Coringa. Foi a atriz Viola Davis quem abriu o jogo numa entrevista à revista Vanity Fair, citando presentes que ela classificou como horríveis, entre eles um porco morto levado a uma leitura de roteiro e um rato vivo entregue a Margot Robbie.

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Anos depois, o próprio Leto minimizou a história e afirmou que os itens foram poucos e recebidos como brincadeira. Por outro lado, na época do lançamento ele mesmo alimentou o burburinho em entrevistas, dizendo que o Coringa não respeita limites nem espaço pessoal. Inclusive, o ator Adewale Akinnuoye-Agbaje contou que o episódio acabou unindo o elenco, que devolveu o porco ao remetente.

8. Tom Cruise não deixava ninguém correr ao lado dele

Correr é praticamente uma assinatura de Tom Cruise na tela. E, segundo a atriz Annabelle Wallis, isso vem com regra. Nas filmagens de “A Múmia” (“The Mummy”), ela pediu para dividir uma cena de corrida com ele e ouviu um não seco.

Ninguém corre em cena comigo.

Tom Cruise, segundo relato de Annabelle Wallis ao The Hollywood Reporter

A atriz não desistiu. Ela passou a treinar na esteira nos horários em que Cruise costumava passar, até que ele reparou no desempenho dela. Resultado: o ator não só liberou como acrescentou novas cenas de corrida ao filme. Wallis brincou que a conquista foi melhor do que ganhar um Oscar.

Afinal, gênio ou capricho?

De um lado, há quem enxergue nesses pedidos estranhos no set de filmagem a prova de uma entrega absoluta ao personagem. De outro, muita gente vê apenas o tamanho do ego somado ao tamanho do cachê. Por fim, a verdade é que boa parte dessas histórias só existe porque, quando o nome é grande o suficiente, ninguém no set tem coragem de dizer não.

E você, acha que ator pode tudo em nome do papel ou passou do ponto? Comenta aí e marca aquele amigo que jura que Hollywood é um lugar normal.

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