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Aluna assume que inventou história que levou professor a ser decapitado

A adolescente muçulmana o acusou de islamofobia após aula sobre liberdade de expressão

Foto: reprodução

A história do professor francês de história e geografia Samuel Paty – assassinado cruel e injustamente no final de 2020 aos 47 anos devido a uma acusação de islamofobia de uma aluna adolescente – voltou a ganhar destaque na imprensa internacional após a menina admitir que tudo não passou de uma invenção sua.

Tudo começou após uma aula de Samuel em uma escola de Conflans-Sainte-Honorine, na periferia de Paris, em que ele falou sobre liberdade de expressão de exibir caricaturas do profeta Maomé, publicadas nos últimos anos pelo jornal satírico Charlie Hebdo.

Uma estudante muçulmana chegou da escola e contou para os pais – e posteriormente para a Polícia – que o professor Samuel foi preconceituoso ao exigir que todos os estudantes muçulmanos saíssem da classe enquanto falava sobre o assunto.

Na época, ela alegou que se recusou a cumprir a ordem e discutiu com Samuel até ser expulsa. O pai da garota gravou um vídeo, que viralizou nas redes sociais, em que direcionava xingamentos diversos ao professor Samuel Paty, chamando-o de “bandido” e outras coisas mais.

Em meio à confusão, o professor foi denunciado também por “difusão de imagens pornográficas” e foi chegou a depor sobre a polêmica.

Apenas 4 dias antes de ser assassinado, Samuel se defendeu afirmando que as declarações da aluna eram falsas.

“Ela inventou uma história através de rumores de colegas. Trata-se de uma falsa declaração com o objetivo de prejudicar a imagem do professor que eu represento, da escola e da educação como instituição”, afirmou durante o interrogatório divulgado pela Franceinfo.

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A história terminou da pior e mais cruel maneira possível. Em outubro de 2020, Samuel Paty foi decapitado por um um refugiado checheno islamita radical, de 18 anos. Depois do crime, o assassino foi encontrado e detido pela polícia em uma cidade vizinha.

A estudante foi interrogada algumas vezes e mudou sua versão dos fatos em várias deles durante o processo. Em novembro em admitiu que não estava nem presente na fatídica aula, o que confirmou o depoimento de outros estudantes.

Outros alunos afirmara, também, que em nenhum momento Samuel expulsou alguém da classe. Pelo contrário, antes de mostrar as caricaturas, ele advertiu que caso os jovens ficassem chocados com as imagens, fechassem os olhos para não ver.

Familiares, amigos, alunos e companheiros de profissão descreveram Samuel como uma pessoa gentil e apaixonada pela profissão.

As autoridades continuam investigando o caso e acreditam que a menina mentiu para se sentir valorizada pelo pai, pois ela tem uma irmã gêmea que tira notas melhores que ela na escola.

Bem diferente da irmã, a adolescente tem um histórico marcado por ausências e exclusões por seu comportamento.

Franceses prestaram homenagens e protestaram pela triste, injusta e revoltante morte do professor Samuel Paty.

“Professores ensinam que a liberdade de expressão deve continuar”, diz uma das faixas levantadas por manifestantes.

O Governo Francês responsabilizou as redes sociais no caso do professor decapitado. E afirmou que reforçará a repressão aos discursos de ódio e linchamentos públicos nas plataformas digitais.

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