Ela casava com idosos solitários, herdava os bens e seguia em frente. O esquema só desmoronou por causa de uma coincidência inacreditável.
A história da Viúva Negra do Irã virou um dos casos de crime real mais comentados dos últimos tempos. Segundo veículos internacionais como o The Telegraph e o Jerusalem Post, Kolsum Akbari, de 56 anos, é acusada de envenenar 11 maridos ao longo de 22 anos. A motivação, de acordo com as autoridades iranianas, seria financeira: ela queria herdar propriedades e dotes das vítimas. O apelido “Viúva Negra” surgiu justamente pela frieza e pela paciência com que o suposto plano teria sido executado.
Quem é a Viúva Negra do Irã

De acordo com relatos publicados pela imprensa iraniana e replicados internacionalmente, Akbari teria se casado pela primeira vez aos 18 anos, em uma união breve. Em seguida, casou-se com um homem bem mais velho, com quem teria sofrido agressões por anos.
Depois disso, ela teria mudado de estratégia. Passou a frequentar encontros de mulheres e a demonstrar interesse em se casar com homens idosos e solitários. Segundo as investigações, ela se aproximava das filhas dessas potenciais vítimas para conhecê-las melhor antes de agir.
Como o esquema funcionava
O método atribuído a Akbari era discreto e cruel. As autoridades afirmam que ela administrava aos maridos doses de remédios para diabetes, medicamentos para pressão, sedativos e até álcool industrial. Quando os remédios não bastavam, ela teria recorrido à asfixia.
O ponto mais assustador é o motivo de tudo ter passado despercebido por tanto tempo. Como as vítimas eram idosas e já tinham problemas de saúde, as mortes pareciam naturais. Além disso, ela teria atuado em diferentes regiões do país para não chamar atenção.
Segundo as investigações, os bens herdados foram transferidos para o nome da filha dela, que teria acumulado uma pequena fortuna ao longo dos anos.
A coincidência que desmascarou tudo

O esquema teria começado em 2000 e seguido até 2023. O fim veio com a morte do último marido, Gholamreza Babaei, de 82 anos. Foi aí que tudo virou.
De acordo com a apuração, o filho de Babaei ficou desconfiado da morte do pai. A peça que faltava chegou quando um amigo da família contou que o próprio pai dele havia sido casado com uma mulher chamada Kolsum, que tentara envenená-lo. Ao ver a viúva mais recente de Babaei, ele reconheceu a mesma pessoa. A polícia foi acionada e ela acabou presa.
Vale lembrar que houve pelo menos um sobrevivente. Um homem teria escapado de uma tentativa de envenenamento em 2020 após beber um xarope contaminado. Ele expulsou Akbari de casa, mas não registrou queixa na época.
Nem ela sabe dizer quantos foram
Um dos detalhes mais perturbadores do caso apareceu durante o interrogatório. Akbari confessou os crimes, mas deu versões diferentes sobre o número de vítimas. Em depoimento citado pela imprensa iraniana, ela teria dito:
Não sei quantos eu matei. Talvez tenham sido 13 ou 15 pessoas. Não me lembro exatamente.
Oficialmente, a denúncia trata de 11 assassinatos premeditados e uma tentativa de homicídio. O processo envolve mais de 45 pessoas como parte interessada, incluindo herdeiros das vítimas que cobram justiça.
Caso virou piada na internet e revoltou famílias
Como era de se esperar, o caso ganhou enorme repercussão e acabou virando assunto nas redes. No entanto, parte das reações tomou um rumo que indignou os parentes das vítimas. Em vez de comoção, surgiram piadas e conteúdos satíricos sobre o episódio.
Segundo a imprensa local, familiares manifestaram frustração com o tom de deboche. Um parente de uma das vítimas teria desabafado:
Foi difícil e aterrorizante para nós, porque as vítimas deste crime eram nossos pais. Agora, em vez de vermos justiça rápida e uma investigação completa, vemos piadas que só aumentam a nossa dor.
O que pode acontecer agora
Por fim, vem a parte mais pesada. Por se tratar de um caso julgado no Irã, onde a legislação prevê pena capital para homicídio, Akbari pode ser condenada à execução. A decisão da corte deve sair após o tribunal ouvir todas as partes interessadas no processo.
É o tipo de história que parece roteiro de série de crime real, mas que aconteceu de verdade e chocou o mundo. E você, já tinha ouvido falar nesse caso? Marca aquele amigo viciado em true crime para comentar.

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