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Vídeo: advogada ataca funcionários e clientes de padaria e acaba presa

A mulher se descontrolou no estabelecimento e acabou enquadrada por injúria racial, lesão corporal e homofobia

Fotos: Reprodução/YouTube

Um vídeo perturbador viralizou na última sexta-feira (20) nas redes sociais. Trata-se de uma cena lamentável de uma mulher humilhando e ofendendo pessoas dentro de uma padaria em São Paulo.

A mulher, que tem 45 anos de idade e é advogada, foi presa em flagrante pela Polícia Militar por injúria racial, lesão corporal e homofobia contra funcionários e clientes. Nesta segunda-feira (23), ela recebeu permissão da Justiça para cumprir prisão domiciliar em caráter preventivo.

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Tudo começa com a advogada se dirigindo, primeiro, aos funcionários da padaria ‘Dona Deôla’, localizada na Zona Oeste da capital paulista.

Por estar insatisfeita com sua refeição, ela começou a reclamar . “Ela quer vender merda? Eu só quero uma coisa de qualidade. Isso aqui é lixo!”, esbraveja a mulher aos gritos.

Outro funcionário pede para ela parar de gritar e ela diz: “Cala a boca, viado do c******”. Ele alerta que pode processá-la, mas ela segue com os xingamentos.

Outra cena do vídeo mostra a mulher no balcão, terminando de comer. Ela joga guardanapos em direção à atendente da padaria dizendo: “Sabe para o que você presta? Pra pegar meus restos! É pra isso que você é paga.. pra pegar restos”.

Ela ainda humilha a funcionária dizendo: “Você ainda trabalha na ‘Dona Deôla’. Você não é a rainha da Inglaterra”.

Clientes intervêm e também sofrem ataques

Em seguida, dois jovens rapazes que estavam no estabelecimento no momento decidem intervir. Um deles diz que a cliente “não tinha o direito de ofender” os funcionários.

“Ela não está aqui para te servir, amore. Ela não vai te servir”, diz um dos rapazes no vídeo.

A mulher, então, começa a dirigir xingamentos a eles também. Ela os chama de “veados” e diz que “odeia veados” e que os gays seriam “o mal do mundo”. Segundo ela, todos os homossexuais “são aidéticos e servem para passar doenças”.

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As agressões deixam de ser verbais e passam a ser físicas. A advogada começa a bater e puxar o cabelo de um dos jovens. No vídeo, é possível ouvir alguém dizer: “Deixa ela bater” – e segue filmando para que houvesse provas da hostilidade que eles estavam presenciando. O rapaz não revida em nenhum momento.

Ela continua as ofensas: “Você sabe que dar o c* dá um problema seríssimo… Eu não tô falando mais de p* nenhuma. Então aqui é uma padaria gay? Eu não tô falando p* nenhuma. Seu f* da p*. Você quer me atacar seu f* da p*”, diz ela, enquanto dispara tapas e socos em um dos clientes.

No Dia da Consciência Negra, a advogada ofende um dos rapazes também pela cor da sua pele.

Assista ao vídeo que caiu na web:

Vítimas procuram a polícia e agressora tenta se defender

Duas vítimas registraram Boletim de Ocorrência contra a agressora no 91º Distrito Policial (DP), Ceasa. Dois funcionários confirmaram que “presenciaram as ofensas raciais e homofóbicas, o discurso discriminatório em razão da sexualidade das vítimas e as agressões praticadas”.

A agressora apagou seus perfis em redes sociais depois que o vídeo viralizou. Ela se defendeu dizendo que foi provocada por dois clientes enquanto estava comendo e reagiu, admitindo que se excedeu e usou termos homofóbicos contra eles. Ela também alegou sofrer de bipolaridade, um transtorno psiquiátrico.

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“Eu não tive a mínima intenção em ofender ninguém. Eu me senti acuada, me senti uma vítima ali de uma situação que eu não tinha como sair. Fui agressiva e estúpida mas não tenho nada contra homossexuais. Peço desculpas”, falou ela em entrevista à ‘Globo News’.

Em entrevista por telefone ao ‘Fantástico’, da Globo, a advogada chora e diz que gostaria de abraçar os rapazes e pedir perdão para eles.

Padaria se manifesta oficialmente

Os responsáveis pela padaria ‘Dona Deôla’ se manifestaram sobre o ocorrido. Eles publicaram uma nota se solidarizando com as vítimas desse ato “repugnante”. Também se colocaram à disposição para prestar assistência necessária.

Confira a nota, na íntegra, publicada nas redes sociais da padaria Dona Deôla:

“Lamentavelmente, na noite de ontem [sexta-feira, 20 de novembro], funcionários e clientes da nossa padaria na Pompeia foram alvo de ofensas racistas, homofóbicas e transfóbicas, que podem inclusive configurar crime. Por isso, seguindo a orientação que lhes foi dada, a nossa equipe acionou a polícia para que as providências fossem tomadas.

A Dona Deôla se solidariza com as vítimas desse ato repugnante e se coloca à disposição para prestar toda a assistência necessária. Reiteramos o nosso repúdio a qualquer tipo de discriminação e o nosso compromisso com a proteção e o bem estar de nossos funcionários e clientes”.

Agressora já tem passagem pela polícia

Essa não é a primeira vez que a mulher vista nas imagens é detida pela polícia. Ela já foi presa em flagrante, no dia 5 de abril de 2016, acusada de furtar roupas em uma unidade da loja de roupas ‘Zara’ no Shopping Bourbon, na Pompeia, em São Paulo.

Na ocasião, há 4 anos, a advogada escolheu quatro peças na loja e se dirigiu para o provador. Segundo relato de uma testemunha, ela “falava alto e de forma desconexa” dentro da cabine.

Após experimentar as roupas, ela saiu e deixou alguns itens reservados no caixa, dizendo que voltaria para pagar. As funcionárias foram limpar os provadores e encontraram alarmes de segurança de quatro peças na cabine que ela tinha usado.

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A advogada foi abordada ainda dentro do shopping. Foram encontradas 4 peças de roupa da ‘Zara’ em sua bolsa.

O caso foi parar na delegacia e, ao depor, a acusada se defendeu com a mesma justificativa que deu após cometer os crimes de homofobia e injúria racial nessa semana. Ela alegou estar arrependida e disse que, quando tudo aconteceu, ela estava em “surto”, por sofrer de transtorno psiquiátrico.

A ‘Zara’ informou, no inquérito policial, que as roupas levadas pela mulher tinham valor total de R$ 816. A delegada estipulou fiança de R$ 450, que foi paga pela mãe dela, segundo o inquérito. Dessa forma, ela não ficou presa.

No inquérito policial, foi anexado um relatório médico que confirma o transtorno de que ela sofre e os remédios que ela precisa tomar.

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