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Caso Isabele: polícia conclui que amiga da vítima atirou intencionalmente

Pai da principal suspeita também foi indiciado por quatro crimes, como homicídio culposo e porte de arma

O Caso Isabele ganhou uma importante reviravolta na quarta-feira (2): a Polícia Civil de Mato Grosso diz que a amiga da jovem, principal suspeita do crime, atirou intencionalmente na vítima.

Inicialmente, a jovem alegou ter atirado acidentalmente em Isabele. No entanto, delegados da Delegacia Especializada do Adolescente e da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente dizem que a suspeita teria carregado a arma, a apontado para amiga e a disparado a uma distância entre 20 e 30 cm da vítima.

“A adolescente, que é praticante de tiro esportivo, afirmou que, ao guardar as armas, uma delas teria caído e disparado. Segundo o laudo, o estojo, na verdade, estava em cima da cama e a menor teria ido com a arma carregada até a amiga. Considerando as incompatibilidades de todas as versões apresentadas pela adolescente na sequência dos fatos, a conduta da adolescente é dolosa (quando existe a intenção de matar)”, afirmou o delegado Wagner Bassi.

O pai da jovem suspeita de atirar em Isabele foi indiciado pela Polícia Civil por quatro crimes: homicídio culposo (sem intenção de matar), posse de arma de fogo, ter entregado a arma para a filha e fraude processual. Ele havia sido preso em flagrante, mas pagou fiança e foi solto.

A polícia também revelou outro detalhe importante do Caso Isabele: três ligações foram feitas para o SAMU, o atendimento móvel de emergência, e apenas na terceira vez foi dito que a jovem havia levado um tiro. Nas demais, foi informado que a vítima havia caído no banheiro.

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Relembre o Caso Isabele

Em 12 de julho, Isabele Guimarães Ramos estava na casa de uma amiga, em um condomínio de luxo de Cuiabá, no Mato Grosso, quando levou um tiro na cabeça e faleceu.

Desde que o caso veio à tona, poucas respostas foram dadas. Inicialmente, a amiga de Isabele disse que o disparo foi acidental e ocorreu enquanto guardava a arma para o pai e negou que estivesse brincando com ela ou que quis mostrá-la para a adolescente. A versão foi defendida por Rodrigo Pouso, advogado da família.

O caso começou a ganhar outros contornos quando o laudo da perícia afirmou, quase um mês após a morte de Isabele, que o disparo só poderia ter ser realizado com o gatilho puxado e que a arma em questão não poderia produzir um tiro acidental. Essas informações foram divulgadas pelo portal G1.

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