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21 curiosidades sobre sonhos que a ciência explica

Você já acordou tentando lembrar aquele sonho maluco e não conseguiu? Pois a ciência tem respostas surpreendentes para isso.

Os sonhos sempre despertaram fascínio, e por muito tempo foram vistos como mensagens divinas ou presságios. Hoje, a ciência dos sonhos já consegue explicar boa parte do que acontece no cérebro enquanto dormimos. Estudos em neurociência e medicina do sono revelaram curiosidades sobre sonhos que misturam biologia, memória e emoção. Reunimos 21 delas, todas baseadas em pesquisas e fontes confiáveis. Prepare-se para olhar para suas noites de um jeito diferente.

1. Os sonhos acontecem principalmente na fase REM

O sono se divide em duas grandes fases: o sono não REM, mais lento e profundo, e o sono REM (sigla em inglês para movimento rápido dos olhos). É durante o REM, quando a atividade cerebral fica mais intensa, que os sonhos predominam. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, eles também podem ocorrer em menor grau no sono não REM, mas com menos intensidade.

2. Todo mundo sonha, mesmo quem jura que não

Muita gente afirma nunca sonhar, mas isso não é verdade. Todas as pessoas sonham várias vezes por noite. A diferença está na lembrança: quando o despertar acontece fora da fase REM, o sonho se perde rápido. Ou seja, quem “não sonha” na verdade apenas não se recorda.

3. O cérebro não inventa rostos novos

Aquele estranho que apareceu no seu sonho não saiu do nada. O cérebro humano não cria rostos totalmente novos: as faces desconhecidas são combinações de traços de pessoas que já vimos em algum momento. Como cruzamos com milhares de pessoas ao longo da vida, o cérebro tem um enorme banco de “personagens” para montar suas histórias.

4. Existe uma paralisia natural que protege você

Durante o sono REM, o corpo entra em um estado de atonia muscular. Isso significa que os músculos ficam praticamente imóveis, mesmo com o cérebro em plena atividade. Essa paralisia temporária é um mecanismo de segurança: ela impede que a pessoa “atue” fisicamente aquilo que está sonhando e acabe se machucando.

5. A paralisia do sono tem explicação científica

A conhecida paralisia do sono acontece quando alguém desperta enquanto a atonia muscular do REM ainda está ativa. A pessoa sente estar acordada e consciente, mas não consegue se mover. De acordo com revisões científicas, cerca de 75% dos episódios vêm acompanhados de alucinações, como a sensação de uma presença no quarto.

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6. O sonho lúcido é quando você percebe que está sonhando

Algumas pessoas conseguem perceber, dentro do sonho, que estão sonhando. Esse fenômeno é o sonho lúcido. Nele, o córtex pré-frontal, ligado à racionalização, permanece ativo, o que não costuma acontecer nos sonhos comuns. Segundo o pesquisador Stephen LaBerge, referência no tema, a definição é simples:

Sonhamos sabendo que estamos sonhando.

7. Nem todo mundo consegue ter sonhos lúcidos

Estima-se que em torno de 20% das pessoas tenham ao menos uma experiência de sonho lúcido ao longo da vida. Ou seja, a maioria nunca chega a esse nível de percepção. Para muitos, é preciso prática e técnicas específicas de atenção ao próprio estado mental durante o sono.

8. Cientistas já “conversam” com quem está sonhando

Parece ficção, mas é real. Em 2021, grupos de pesquisa em vários países conseguiram, de forma limitada, trocar sinais simples com pessoas em sono REM. A comunicação aconteceu por meio de movimentos oculares e dos dedos, abrindo caminho para novas formas de interação com o mundo dos sonhos.

9. Passamos cerca de seis anos da vida sonhando

O ser humano dorme, em média, um terço da vida. Desse tempo, sonhamos cerca de duas horas por noite, em blocos que variam de 5 a 20 minutos. Ao longo de toda a vida, isso soma aproximadamente seis anos dedicados só a sonhar, mesmo quando acordamos achando que não sonhamos nada.

10. Dá para ter vários sonhos em uma única noite

Não é um sonho só por noite. Em média, é possível ter de 4 a 7 sonhos ao longo de uma noite, distribuídos nos diferentes ciclos de sono. Por outro lado, a maioria some da memória antes mesmo de você abrir os olhos.

11. Um hormônio pode ser o culpado por você esquecer

Uma pesquisa realizada com ratos apontou que o esquecimento dos sonhos está ligado ao hormônio MCH, encontrado no hipocampo. Durante o sono REM, esse hormônio fica ativo e envia mensagens que inibem o hipocampo, área responsável pela memória. Como os sonhos ocorrem justamente nessa fase, o conteúdo acaba não sendo armazenado.

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12. Quem acorda no meio da noite lembra mais dos sonhos

Um estudo publicado em 2018 comparou pessoas que lembram muito dos sonhos com quem quase não recorda. Os “sonhadores frequentes” tinham despertares mais longos durante o sono. Acordar depois de um sonho e demorar a voltar a dormir daria ao cérebro mais tempo para codificar aquelas imagens na memória de longo prazo.

13. A emoção do sonho é mais forte que a imagem

Mesmo quando o sonho some da memória, a sensação que ele deixou pode durar o dia inteiro. É comum acordar feliz, triste ou assustado sem lembrar exatamente o motivo. Isso porque o sono REM tem papel importante no processamento das emoções, mais até do que no registro das cenas.

14. O cérebro não “enxerga” de verdade ao sonhar com cores

Os olhos ficam fechados e não há estímulo visual externo durante o sono. O que acontece, segundo especialistas ouvidos pela imprensa, é a ativação de áreas do lobo occipital, ligadas à visão, que recriam a experiência das cores a partir da memória. Sonhos coloridos envolvem regiões visuais mais complexas do cérebro.

15. Cegos de nascença não sonham com cores

A capacidade de sonhar em cores depende da experiência visual de cada pessoa. Quem nasceu cego não sonha com cores, já que nunca teve essa vivência sensorial. Já quem perdeu a visão ao longo da vida continua sonhando colorido, pois mantém as memórias visuais. Inclusive, pessoas daltônicas sonham dentro do espectro que conseguem enxergar acordadas.

16. A televisão pode ter mudado a cor dos nossos sonhos

Na época da televisão em preto e branco, os relatos de sonhos sem cor eram mais frequentes. Estudos mais antigos chegaram a sugerir que uma parcela das pessoas sonhava exclusivamente em preto e branco. Com a popularização da TV e do cinema coloridos, a partir dos anos 1960, os sonhos coloridos passaram a ser mais comuns nos relatos.

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17. Cegos sonham com outros sentidos

Segundo relatos científicos, pessoas que nasceram cegas vivenciam durante o sono experiências ligadas aos outros sentidos que fazem parte de sua rotina, como sons, cheiros e toque. O sonho, portanto, se adapta ao repertório sensorial de cada pessoa.

18. Cheiros e sons podem entrar no seu sonho

Estímulos externos conseguem, em parte, modular o conteúdo dos sonhos. Experimentos com odores agradáveis e desagradáveis mostraram aumento de sonhos positivos ou incômodos, respectivamente. Ou seja, o ambiente ao redor da cama pode influenciar o roteiro da noite.

19. Pensar em um problema antes de dormir pode gerar soluções

A chamada incubação de sonhos, estudada por pesquisadoras como Deirdre Barrett, indica que focar intensamente em um problema antes de dormir pode levá-lo para o sonho. Em alguns casos, isso ajuda a produzir soluções criativas. Vale lembrar que é uma tendência observada, não uma receita garantida.

20. Os pesadelos têm uma função importante

Por mais desagradáveis que sejam, os pesadelos podem preparar o cérebro para lidar com estresse e medo. Durante essas cenas intensas, enfrentamos emoções fortes que ajudam a processar ansiedades. Psicólogos comparam o fenômeno a uma espécie de treino emocional.

21. Provavelmente os animais também sonham

Não dá para ter certeza, já que os animais não falam, mas as evidências apontam nessa direção. Os mamíferos têm uma fase de sono REM longa, associada aos sonhos. Estudos recentes sugerem que até aranhas podem experimentar um sono semelhante ao REM. Como resume o neurobiólogo Matthew Wilson, do MIT, ao estudar modelos animais os cientistas buscam entender o que acontece no sono capaz de influenciar aprendizado, memória e comportamento.

E você, lembra dos seus sonhos?

Como você viu, muita coisa que parecia mistério já tem explicação científica, mesmo que os sonhos ainda guardem segredos. Da paralisia do sono ao sonho lúcido, o cérebro dá um verdadeiro show enquanto descansamos. E aí, qual dessas curiosidades mais te surpreendeu? Marca aquele amigo que vive dizendo que “nunca sonha” e conta pra gente nos comentários se você já teve um sonho lúcido.

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