De lendas da teledramaturgia brasileira a ícones do cinema, da moda e da música, o ano trouxe despedidas difíceis. Alguns nomes você provavelmente nem sabia que já não estão mais entre nós.
A lista de famosos que morreram em 2026 já é longa, e ela atravessa gerações inteiras. Em pouco mais de seis meses, o Brasil se despediu de dois dos maiores autores de novela da sua história, e o mundo perdeu um dos rostos mais reconhecíveis do cinema de ação. Além disso, houve perdas precoces que doeram ainda mais, justamente por interromperem trajetórias no meio do caminho.
Reunimos abaixo 15 mortes de celebridades registradas em 2026, em ordem cronológica, todas confirmadas por veículos de imprensa e comunicados oficiais de famílias, assessorias ou hospitais. Vale lembrar: em vários casos, as causas não foram divulgadas a pedido dos familiares.
1. Manoel Carlos, o pai das Helenas

O ano mal tinha começado e a televisão brasileira já perdia um dos seus gigantes. Manoel Carlos morreu em 10 de janeiro, aos 92 anos, no Rio de Janeiro. Segundo comunicado da produtora que detém os direitos autorais de sua obra, ele estava internado no Hospital Copa Star, onde tratava a doença de Parkinson.
Conhecido como Maneco, ele assinou clássicos como “Por Amor”, “Laços de Família”, “Mulheres Apaixonadas” e “Páginas da Vida”. Suas protagonistas quase sempre se chamavam Helena, e o Leblon virou praticamente um personagem fixo das tramas.
2. Isabel Veloso, a influenciadora que emocionou o país

No mesmo 10 de janeiro, morreu Isabel Veloso, aos 19 anos, no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba. Diagnosticada com linfoma de Hodgkin aos 15 anos, ela ficou conhecida por compartilhar abertamente a rotina do tratamento nas redes sociais.
Isabel passou por um transplante de medula óssea em outubro de 2025 e enfrentou complicações nos meses seguintes. Ela deixou o marido, Lucas Borbas, e o filho Arthur, ainda bebê. Meses antes, ao anunciar o transplante, escreveu nas redes uma frase que virou símbolo da sua trajetória:
Rumo à cura
Isabel Veloso, em publicação nas redes sociais.
3. Bob Weir, fundador do Grateful Dead

Também em 10 de janeiro, morreu Bob Weir, aos 78 anos. Guitarrista e cofundador do Grateful Dead, ele foi peça central de uma das bandas mais cultuadas da contracultura norte-americana.
De acordo com comunicado divulgado pela família, Weir havia sido diagnosticado com câncer em 2025 e chegou a superar a doença, mas não resistiu a complicações pulmonares. Ele participou de projetos como RatDog, Furthur e Dead & Company, esta última ao lado de John Mayer.
4. Titina Medeiros, a Socorro de “Cheias de Charme”

Em 11 de janeiro, o Brasil perdeu a atriz potiguar Titina Medeiros, aos 48 anos, vítima de um câncer no pâncreas. Ela morreu em Natal, no Rio Grande do Norte.
Titina ganhou projeção nacional ao interpretar Socorro em “Cheias de Charme” e também esteve em “No Rancho Fundo”. Fora da TV, mantinha forte ligação com o teatro, atuando e dirigindo em grupos do Rio Grande do Norte.
5. Scott Adams, criador de “Dilbert”

O cartunista Scott Adams morreu em 13 de janeiro, aos 68 anos, em sua casa em Pleasanton, na Califórnia. Ele enfrentava um câncer de próstata em estágio avançado, diagnóstico que tornou público em 2025.
Criador de “Dilbert”, tirinha que satirizou o absurdo da vida corporativa por mais de três décadas, Adams deixou um texto de despedida escrito no Dia de Ano-Novo, lido durante seu programa ao vivo:
Tive uma vida incrível. Dei tudo o que tinha.
Scott Adams, em texto lido por sua ex-esposa Shelly.
6. Roger Allers, codiretor de “O Rei Leão”

Ainda em janeiro, morreu Roger Allers, aos 76 anos. Ele foi codiretor de “O Rei Leão” (The Lion King), de 1994, ao lado de Rob Minkoff, um dos maiores fenômenos da chamada Renascença Disney.
Allers também trabalhou em produções como “A Pequena Sereia”, “A Bela e a Fera” e “Oliver e Sua Turma”. Ou seja, se você cresceu assistindo a animações da Disney nos anos 1990, o traço narrativo dele passou pela sua infância.
7. Valentino Garavani, o dono do “vermelho Valentino”

Em 19 de janeiro, a moda se despediu de Valentino Garavani, aos 93 anos. Segundo comunicado de sua fundação, o estilista italiano morreu em casa, em Roma, cercado por pessoas próximas.
Fundador da maison que leva seu nome, ele vestiu figuras como Jackie Kennedy, Elizabeth Taylor e Sophia Loren. Sua marca registrada, no entanto, foi uma cor: o vermelho Valentino, presente em praticamente todas as suas coleções. Ele havia se aposentado em 2008.
8. James Van Der Beek, o Dawson de “Dawson’s Creek”

Em 11 de fevereiro, morreu James Van Der Beek, aos 48 anos, após conviver com um câncer colorretal. O ator havia anunciado publicamente o diagnóstico, em estágio 3, em novembro de 2024.
Ele se tornou ídolo adolescente ao viver Dawson Leery em “Dawson’s Creek”, série que também lançou Katie Holmes, Joshua Jackson e Michelle Williams. Van Der Beek deixou a esposa, Kimberly, e seis filhos. Em nota publicada nas redes sociais, a família escreveu:
Ele enfrentou seus últimos dias com coragem, fé e graça.
Kimberly Van Der Beek, em comunicado divulgado no Instagram do ator.
9. Dennis Carvalho, o diretor por trás de “Vale Tudo”

O ator e diretor Dennis Carvalho morreu em 28 de fevereiro, aos 78 anos, no Rio de Janeiro. A causa não foi divulgada, a pedido da família.
Ele dirigiu novelas que viraram marco na TV brasileira, como “Vale Tudo”, “Anos Rebeldes”, “Fera Ferida” e “Celebridade”. Inclusive, poucos sabem: Dennis também foi dublador e emprestou a voz ao capitão Kirk de “Jornada nas Estrelas” (Star Trek).
10. Chuck Norris, lenda da ação e rei dos memes

Talvez a morte mais comentada do ano. Chuck Norris morreu em 19 de março, aos 86 anos, no Havaí. Em comunicado, a família informou que preferia manter as circunstâncias em sigilo e afirmou que ele estava cercado por parentes.
Faixa preta em diversas artes marciais, Norris estrelou clássicos das antigas locadoras, como “McQuade, o Lobo Solitário”, a franquia “Braddock” e “Invasão U.S.A.”. Por outro lado, para as gerações mais novas, ele ficou eternizado como protagonista dos “Chuck Norris facts”, as piadas sobre sua suposta invencibilidade que dominaram a internet nos anos 2000.
11. Juca de Oliveira, gigante das artes cênicas

Dois dias depois, em 21 de março, morreu Juca de Oliveira, aos 91 anos, em São Paulo. Segundo a assessoria do ator, ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde 13 de março, com um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica.
Ator, autor e diretor, Juca participou de dezenas de novelas e minisséries, além de mais de 60 peças de teatro, muitas escritas por ele mesmo. Era também membro da Academia Paulista de Letras.
12. Oscar Schmidt, o Mão Santa

Em 17 de abril, o esporte brasileiro perdeu Oscar Schmidt, aos 68 anos, em Santana de Parnaíba (SP). De acordo com sua assessoria, ele enfrentava um tumor cerebral havia cerca de 15 anos.
Dono da camisa 14 da seleção, Oscar recusou a NBA, tornou-se o maior cestinha da história do basquete ao superar a marca de Kareem Abdul-Jabbar e comandou a virada histórica sobre os Estados Unidos no Pan de 1987. Além disso, integra o Hall da Fama do esporte.
13. Clive Davis, o homem do ouvido de ouro

Em 22 de junho, morreu Clive Davis, aos 94 anos, em sua casa em Manhattan. Segundo a família, a morte ocorreu por complicações relacionadas à idade, após uma internação por problemas respiratórios.
Executivo da Columbia Records e fundador da Arista e da J Records, Davis foi o responsável por descobrir ou impulsionar nomes como Whitney Houston, Bruce Springsteen, Janis Joplin, Alicia Keys e Barry Manilow. Poucas pessoas moldaram tanto a música pop sem nunca subir ao palco.
14. Benedito Ruy Barbosa, o autor do Brasil profundo

Benedito Ruy Barbosa morreu em 7 de julho, aos 95 anos, em São Paulo. Segundo nota do Hospital do Coração (HCor), ele faleceu em decorrência de complicações de uma insuficiência renal crônica.
Autor de “Pantanal”, “Renascer”, “O Rei do Gado”, “Terra Nostra” e “Velho Chico”, ele transformou o campo brasileiro em épico televisivo. Ao comentar a morte do amigo, o ator Tony Ramos afirmou:
Eu não fui surpreendido. Eu estava lamentavelmente esperando essa notícia.
Tony Ramos, em depoimento à GloboNews.
15. Sam Neill, o Dr. Alan Grant de “Jurassic Park”

A perda mais recente da lista. O ator neozelandês Sam Neill morreu em 13 de julho, aos 78 anos, em Sydney, na Austrália. Segundo comunicado divulgado pela família, ele estava cercado por parentes, e a morte foi descrita assim:
A perda foi repentina e inesperada.
Comunicado da família de Sam Neill, publicado nas redes sociais do ator.
Ainda de acordo com a família, Neill seguia livre do câncer no momento da morte. Ele havia tratado um linfoma não Hodgkin e comemorado a remissão da doença após terapia CAR-T.
Para o grande público, ele será para sempre o paleontólogo Dr. Alan Grant, protagonista de “Jurassic Park” (1993), papel que retomou em “Jurassic Park 3” e em “Jurassic World: Domínio”. No entanto, sua carreira vai muito além dos dinossauros: ele também esteve em “O Piano”, “A Caçada ao Outubro Vermelho” e nas séries “The Tudors” e “Peaky Blinders”.
E você, qual dessas perdas mais te pegou de surpresa?
Em resumo, 2026 tirou de cena autores que definiram a forma como o Brasil conta histórias, ídolos que ocuparam a parede do quarto de gerações inteiras e artistas jovens demais para partir. Por fim, fica o de sempre: o trabalho continua, mesmo quando a pessoa vai embora.
Conta pra gente nos comentários qual dessas notícias mais te impactou. E marca aquele amigo que vai jurar que Chuck Norris não morreu, ele só decidiu descansar.

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