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Esposa do DJ Rennan da Penha denuncia racismo em agência bancária

Gerente da instituição suspeitou de fraude ao perceber que a mulher, que é negra, tinha muito dinheiro em sua conta

Fotos: Reprodução/Instagram

A empresária Lorenna Vieira, esposa do DJ Rennan da Penha, vivenciou uma situação humilhante na tarde desta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro. Por ser negra, o caso foi visto como racismo e ela decidiu denunciar a história através de suas redes sociais e compartilhar sua indignação com o ocorrido.

Lorenna relatou que havia ido a uma agência do banco Itaú realizar movimentações comuns em sua conta. Gratuitamente, funcionários da instituição chamaram a polícia e a encaminharam para uma delegacia. Eles alegaram suspeita de fraude. O motivo? O alto valor em dinheiro que a jovem possuía em sua conta bancária.

“Fui retirada do banco Itaú pela Polícia Civil. Humilhada e esculachada. Por minha conta receber um bom dinheiro. E segundo eles, é fraude e mais várias coisas. Meu dinheiro está preso e eu quase fui presa por nada!!!!!! Não é porque eu sou preta e humilde que eu sou criminosa!!!”, desabafou Lorenna.

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Segundo ela, os funcionários ainda a fizeram esperar até o fim do expediente para chamarem a polícia. “Itaú e seus funcionários, racistas ou não? Preconceituosos ou não? Me fizeram esperar até o banco fechar, dizendo q estavam resolvendo meu problema e chamaram a polícia??????”, publicou.

A Polícia Civil buscou Lorenna diretamente dentro da agência. “Foram me buscar dentro do banco. Não estava entendendo a demora. Me tiraram de lá, falaram que não era eu na identidade, que o dinheiro que estava entrando não era normal”, contou.

“Além do vexame, ficaram fazendo perguntas… Por que não posso ter dinheiro? Por que não posso ganhar dinheiro com cosméticos? Não posso ter dinheiro porque sou mulher de um ex-presidiário?”, questionou a jovem. Confira os relatos completos da jovem em vídeo ao final deste texto.

O marido de Lorenna, o DJ Rennan da Penha, foi preso em março de 2019 por suposta associação ao tráfico. Ele é responsável por promover uma nova vertente do funk carioca, o 150 BPM.

A defesa de Rennan acredita que a prisão do músico foi uma forma de criminalização da cultura popular. Ele foi solto em novembro de 2019, após o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar o entendimento sobre execução antecipada de pena.

Rennan também se manifestou nas redes sociais sobre o ocorrido com sua mulher: “Hoje minha mulher foi até o banco Itaú e chamaram a polícia pra ela porque ela estava com o cabelo liso na foto da identidade e pessoalmente ela está com o cabelo cacheado, disseram que era ‘fraude’. Como fraude se todos os dados estavam corretos? Iremos entrar com um processo”, relatou.

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Com tamanha repercussão do caso, o banco Itaú utilizou suas redes sociais para se pronunciar oficialmente sobre o caso. A instituição afirma que o procedimento adotado era padrão da empresa.

“O Itaú Unibanco esclarece que o procedimento adotado na agência é padrão em casos de suspeita de fraude, e não tem qualquer relação com questões de raça ou gênero. O objetivo era proteger os recursos de Lorena de possível fraude, uma vez que já havia um bloqueio preventivo de sua conta corrente e era difícil identificá-la com o documento apresentado no caixa. O Itaú Unibanco acredita que toda forma de discriminação racial deve ser combatida”, escreveu.

Confira:

Confira os relatos de Lorenna por vídeo:

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Mulher de DJ Rennan da Penha acusa agência bancária de racismo. @djrennandapenha @badgallore

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Por conta de toda essa situação, a hashtag ‘Itaú Racista’ ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil, levantando comentários indignados por parte dos internautas.

Veja algumas manifestações, incluindo as da própria Lorenna e de seu marido, Rennan:

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