De escritores visionários a desenhos animados, muita gente cravou o futuro antes da hora. Confira as apostas mais certeiras (e algumas que dão até arrepio).
Já parou para pensar que muita coisa do nosso dia a dia foi imaginada décadas, ou até séculos, antes de existir? Pois é. Ao longo da história, escritores, inventores e até roteiristas de TV soltaram palpites ousados que, com o tempo, saíram do papel. Reunimos aqui 16 previsões sobre o futuro que se tornaram realidade e continuam impressionando. Algumas parecem pura sorte, outras beiram o assustador de tão precisas. Prepare-se para aquela sensação de “como é que ele adivinhou?”.
1. A viagem à Lua, por Júlio Verne
Muito antes de a humanidade pisar no satélite, Júlio Verne já mandava personagens rumo ao espaço em “Da Terra à Lua” (De la Terre à la Lune). O escritor francês imaginou um lançamento partindo dos Estados Unidos e uma tripulação dentro de um projétil.
Vale lembrar que Verne é apontado por diversos críticos como precursor da ficção científica, justamente por ancorar suas invenções em princípios científicos plausíveis. Décadas depois, a corrida espacial transformou aquele delírio literário em manchete real.
2. A “tecnologia de bolso”, por Nikola Tesla
Em uma entrevista à revista norte-americana Colliers, em 1926, Nikola Tesla descreveu uma “tecnologia de bolso” capaz de transmitir som e imagem para o mundo todo. Ou seja, ele praticamente desenhou o smartphone quase um século antes.
Poderíamos presenciar e escutar eventos como se estivéssemos neles.
A frase é atribuída a Tesla ao explicar sua visão. Hoje, com uma câmera e uma tela na palma da mão, dá para dizer que ele acertou em cheio.
3. Fones de ouvido e TVs de tela plana, por Ray Bradbury
No clássico “Fahrenheit 451”, publicado em 1953, Ray Bradbury descreveu televisores gigantes que ocupavam paredes inteiras e uns dispositivos de áudio que ele chamou de “radioconchas”. Não lembra nada, não?
As tais conchas isolavam os personagens do mundo, exatamente como os fones de ouvido e os modelos bluetooth de hoje. Inclusive, na época em que o livro saiu, a maioria das TVs ainda era pequena e em preto e branco.
4. O satélite de comunicações, por Arthur C. Clarke
O britânico Arthur C. Clarke, autor que inspirou o filme “2001: Uma Odisseia no Espaço” (2001: A Space Odyssey), contribuiu com o conceito do satélite geoestacionário, peça-chave para as telecomunicações modernas.
Essas coisas vão tornar possível um mundo onde poderemos estar em contato instantâneo um com o outro, onde quer que estejamos.
A frase é de Clarke, segundo publicações que resgataram suas ideias. A tecnologia via satélite acabou entregando TV, telefonia e internet em escala global.
5. Trump na presidência, em “Os Simpsons”
Talvez a mais comentada da lista. No episódio “Bart para o Futuro” (Bart to the Future), de 2000, “Os Simpsons” mostraram um cenário em que Donald Trump aparecia como presidente dos Estados Unidos, com Lisa herdando depois um país em crise.
Curiosamente, os roteiristas afirmaram que só buscavam uma “celebridade engraçada” para o cargo. Ainda assim, Trump foi eleito presidente em 2016, e a piada virou profecia aos olhos dos fãs.
6. O submarino, por Júlio Verne
Em “Vinte Mil Léguas Submarinas” (Vingt mille lieues sous les mers), Júlio Verne apresentou o Nautilus, um submarino avançadíssimo para a época. Ele descreveu até sistemas de controle de imersão e purificação do ar.
A obra inspirou tanto os cientistas que o primeiro submarino nuclear do mundo foi batizado de USS Nautilus, uma homenagem direta à criação do escritor.
7. O Wi-Fi, por Nikola Tesla
Tesla também sonhava com um mundo sem fios. Ele escreveu que um dia seria possível transmitir sinais, documentos, música e vídeos por todo o planeta usando tecnologia sem fio.
De acordo com veículos que revisitaram suas previsões, essa ideia se concretizou nos anos 1990, com a chegada da World Wide Web. Hoje, o Wi-Fi é tão comum que quase ninguém para para agradecer ao inventor.
8. O celular flip, em “Star Trek”
Os comunicadores usados pela tripulação de “Star Trek” (Jornada nas Estrelas), nos anos 1960, tinham aquele formato de abrir e fechar. Anos depois, esse desenho virou tendência real.
Segundo reportagens sobre o tema, o icônico Motorola StarTAC, sucesso dos anos 1990, deve seu design (e até parte do nome) ao aparelho da série. Ou seja, o futuro nasceu na ficção.
9. O trabalho remoto, por Arthur C. Clarke
Em uma entrevista à BBC em 1964, Arthur C. Clarke imaginou um mundo em que uma pessoa poderia tocar seus negócios de uma ilha tropical tão bem quanto de Londres. Soa familiar?
Essa descrição antecipou o trabalho remoto e a economia digital. No entanto, a previsão só ganhou força total anos depois, quando a tecnologia amadureceu e o home office se popularizou.
10. A engenharia genética, por Aldous Huxley
No romance “Admirável Mundo Novo” (Brave New World), Aldous Huxley descreveu uma sociedade em que os códigos genéticos das pessoas eram manipulados. Bebês eram, de certa forma, “programados”.
Hoje, laboratórios e clínicas de fertilidade já conseguem rastrear doenças genéticas em embriões e selecionar certas características. A ideia, antes tratada como absurda, entrou no campo do possível.
11. Os drones, por Nikola Tesla
Ainda no fim do século XIX, mais precisamente em 1898, Nikola Tesla apresentou um dispositivo automatizado controlado remotamente, sem fios. Muita gente na plateia achou que havia um truque escondido.
Não havia. Aquela demonstração é considerada uma antecipação dos drones modernos, usados hoje em logística, agricultura, segurança e produção audiovisual.
12. O cartão de crédito, por Edward Bellamy
No livro “Olhando para Trás” (Looking Backward), publicado no fim do século XIX, Edward Bellamy imaginou a substituição do dinheiro por um “cartão de crédito”. Inclusive, o termo teria sido cunhado por ele ali.
Vale destacar que isso aconteceu décadas antes de o Diners Club lançar o primeiro cartão de fato. Bellamy ainda descreveu algo parecido com música sob demanda, tipo um streaming pré-histórico.
13. O smartwatch, em “Os Simpsons”
Mais uma da famosa família amarela. No episódio “O Casamento de Lisa” (Lisa’s Wedding), exibido em 1995, um personagem falava com um relógio que reconhecia comandos de voz. Basicamente, um smartwatch.
Anos mais tarde, os relógios inteligentes chegaram ao pulso de milhões de pessoas, com chamadas, aplicativos e comandos de voz. A ficção, de novo, saiu na frente.
14. O buscador na internet, por Arthur C. Clarke
Clarke também previu uma espécie de “máquina” capaz de buscar informações em uma grande “biblioteca central”. Em outras palavras, ele desenhou o conceito de um motor de busca.
Segundo relatos sobre suas palestras, ferramentas como o Google são a materialização perfeita dessa ideia. Buscar qualquer coisa em segundos, algo banal hoje, era pura fantasia na época.
15. A comunicação instantânea, por H.G. Wells
O britânico H.G. Wells, pai da máquina do tempo na literatura, imaginou em “Men Like Gods”, de 1923, uma sociedade avançada com formas de comunicação que lembram nossos telefones, e-mails e televisão.
Wells costumava misturar ciência e imaginação, e por isso acertou vários avanços tecnológicos. Em outras obras, ele ainda antecipou aviões e distopias de controle social.
16. A internet, por Júlio Verne
Para fechar, mais uma tacada de Júlio Verne. Em “Paris no Século XX” (Paris au XXe siècle), escrito em 1863, ele descreveu algo muito parecido com a internet: uma rede de telégrafos interligados por todo o planeta.
O detalhe curioso é que o manuscrito só foi publicado em 1989, depois de ser encontrado por um bisneto do autor. Ou seja, a previsão ficou guardada por mais de um século antes de virar assunto.
E aí, você já conhecia essas previsões?
De Júlio Verne a “Os Simpsons”, fica claro que a imaginação humana costuma correr na frente da tecnologia. Muitas dessas ideias parecem palpite de sorte, mas outras revelam uma leitura afiada do que estava por vir.
E você, qual dessas previsões te deixou de boca aberta? Marca aquele amigo apaixonado por ficção científica e conta pra gente nos comentários qual foi a mais certeira!

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