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Volunturismo: por que voluntariado de Rafa Kalimann não é tão legal quanto parece?

Finalista do ‘BBB 20’, a influenciadora digital é conhecida por fazer viagens missionárias ao continente africano

Fotos: Reprodução/Instagram

Uma das grandes favoritas ao prêmio do ‘Big Brother Brasil 20’, cuja final acontece na noite desta segunda-feira (27), é a influenciadora digital Rafa Kalimann. Antes de entrar para o programa, ela já havia ficado conhecida na web por, constantemente, fazer viagens missionárias para participar de projetos voluntários no continente africano.

Dentro do reality show da TV Globo, Rafa já afirmou, ainda, que pretende doar o prêmio de R$ 1,5 milhão na íntegra para esses projetos – caso se consagre a vencedora da edição.

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A prática de viajar com o objetivo de conhecer um país e, simultaneamente, ajudar as pessoas que vivem por lá em condições sociais desfavoráveis está se tornando cada vez mais uma tendência entre os ricos e famosos. No entanto, o “volunturismo”, como ficou conhecido, é polêmico e carrega algumas controvérsias.

Rafa Kalimann e o volunturismo

A origem da palavra é bem óbvia: voluntariado + turismo. As pessoas que se engajam nesse tipo de viagem não estão apenas interessadas em conhecer lugares novos e tirar fotos, mas realmente causar um impacto positivo por onde passam, como se estivessem retribuindo a recepção. Em troca de novas experiências e conhecimento, doa-se um pouco de tempo e trabalho.

Acontece que, infelizmente, as coisas não são tão simples assim e a prática não é tão benéfica como parece.

Agências de viagens já vendem pacotes de volunturismo e o ramo já movimenta bilhões em todo o mundo. As opções incluem desde cavar poços no Haiti até a construção de casas para desabrigados em Honduras e alguns dias de serviço em um orfanato no Nepal.

A grande questão que o volunturismo gera é o quanto as comunidades locais desses países em situação ruim realmente ganham com isso.

No final das contas, será que tudo não passa de um divertimento exótico para os mais abastados? Ou seria essa uma forma de mudar o mundo pouco a pouco, na prática?

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Acontece que, obviamente, os volunturistas só passam alguns dias nos locais e seus serviços têm um dia certo para terminar. Além disso, o dinheiro que as pessoas pagam para realizar as viagens com voluntariado é todo das agências de viagens, pessoas e empresas que fazem isso acontecer. A comunidade, no final das contas, não é beneficiada em nada.

Nas redes sociais, o público tem sido pontual na hora de criticar o volunturismo que Rafa Kalimann carrega como seu principal discurso. O nigeriano Issaka Maïnassara Bano explicou um pouco mais detalhadamente os problemas desta prática.

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