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Carlinhos Maia achava que era amado por 100% dos brasileiros: ‘quebrei a cara’

Em conversa com o colunista Leo Dias, o humorista relembrou suas várias polêmicas durante o ano de 2019

O humorista Carlinhos Maia foi uma das celebridades que mais se meteu em polêmicas no ano de 2019, principalmente depois de ter assumido publicamente sua homossexualidade. Agora, ele foi o mais novo convidado do sofá do colunista Leo Dias, do portal ‘Uol’, e aproveitou para relembrar as controvérsias dos últimos meses.

Em certo momento do papo, Carlinhos Maia admite que jamais imaginou que poderia ser criticado um dia, pois tinha a ilusão de que era amado por todas as pessoas do país. “Achei [que era unanimidade] e quebrei a cara. Achei 100% que o Brasil me amava. Achei: ‘tá tudo ok, não vejo uma crítica, não vejo nada'”, disse ele.

O comediante acredita que o principal motivo que levou às críticas foi o fato de ele ter assumido a homossexualidade. “Até eu me assumir. Foi a questão de eu me assumir e como eu me assumi. As pancadas, vieram depois disso aí. A [crítica] pesada, que veio forte, foi a dos gays. Veio a questão de me assumir, e eu fiquei impressionado como foi grande [a repercussão]. Todo mundo ficou assim: ‘nossa, ele se assumiu e vai casar e tal'”, comentou.

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‘Sou um gay homem’

Carlinhos Maia relembra uma de suas primeiras polêmicas e admite seu erro. Ele alega que estudou, conversou com outras pessoas e passou a entender melhor que as coisas que dizia tinham potencial ofensivo.

“Quando me assumi, usei a frase ‘sou um gay homem’. Na minha cabeça, de um cara saindo do interior, que não terminou nem o Ensino Médio, era o certo. […] Hoje, depois de ter estudado, de ter conversado e tal, [concordo que] foi um erro. Eu já tinha dito em outras entrevistas, tinha falado algumas vezes, ‘Gente, não é assim. Tô me desconstruindo, tô entendendo, tô sabendo como é’. Não é fácil, sabe? A minha postura de vida é de outro [lugar]. Eu não sou um cara de São Paulo”, afirma.

O influenciador digital acredita que conseguiu colher bons frutos por ter se envolvido nas polêmicas. “Quando eu vejo que meu nome está nos trending topics, eu me pergunto, ‘Meu Deus, o que eu fiz dessa vez, aconteceu o que dessa vez?’. Mas, por um lado, [tudo isso] foi bom. Porque aí eu fui estudar porquê ofendia tanto as pessoas a forma como eu falava”, disse.

“Eu pedi ajuda às pessoas, a amigos próximos, principalmente, amigos que são drags… Também fui assistir séries, como ‘Pose’, e aí fui entender. Eu vi que já existia essa rivalidade entre gays, que se vestem assim como eu me visto, junto com travestis. Já existiam todas umas questões enraizadas. Isso tem que acabar. Tem que parar de querer dividir”, completa.

Apoio a Jair Bolsonaro?

Enquanto falava sobre as polêmicas, o próprio Carlinhos Maia trouxe à tona outro assunto controverso. Ele afirma que, constantemente, é acusado de ter votado no atual presidente da república Jair Bolsonaro.

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“Eu acho que a gente está aqui para somar, para estar junto. Quanto mais os gays me atacam… Gente, eu estou ligado inteiramente à família brasileira. Aí, apontam para mim e dizem ‘Por que Carlinhos votou em Bolsonaro…’. Eu nem votei! No dia, estava fazendo três sessões lotadas, em Brasília. Nem votei”, garante.

Leo Dias questiona se, caso tivesse comparecido às urnas, se Carlinhos teria votado em Bolsonaro e ele é categórico ao afirmar que “não”. “Claro que não! Óbvio que não. O que me irritava muito são as fake news”, afirma.

Casamento sem beijo

Outra polêmica que deu muito o que falar durante o ano foi quando Carlinhos Maia casou-se com Lucas e, durante a cerimônia, não beijou o noivo na boca. O humorista também tem uma explicação para isso.

“No dia do meu casamento, que saiu uma notícia, que eu dei entrevista dizendo que eu não ia beijar na boca [no meu casamento] em respeito aos convidados. Eu nunca disse isso. Eu não beijei na boca, porque [estavam lá] meu pai, [que é] um homem muito evangélico, minha mãe, [que é] mais ‘de boa’… Tinha ainda o pai do Lucas, que têm depressão, e a mãe e uma tia de Lucas. Eu disse: ‘peraí, eu já consegui trazer esse pessoal todo para cá, [essa turma] de uma outra [época], então, eu vou com calma'”, começou.

Ele alega que vem de uma criação interiorana e conservadora. “Eu quero que eles entendam que a gente é igual a eles, que a gente pode fazer família igual a eles. Porque, para o pessoal da minha terra, gay é [motivo de] chacota. Eu queria mostrar para eles que não. A gente tá aqui ‘de boa’. Tá vendo que é tranquilo, igual a vocês. Porque os meus pais, se deram quatro beijos na boca na minha frente, foi muito. A minha criação foi essa criação de interior, de Nordeste. Hoje, depois de tudo isso, a minha mãe me pede: ‘você tem que beijar’. Aí, eu digo: ‘você também tem que beijar'”, conta.

Ele finaliza revelando que a relação com a família melhorou com o tempo: “Aí, nos Stories, eu fico toda hora: ‘Beija o papai. Papai, beija a mamãe’. Aí, meu pai diz: ‘vocês são muito bonitos juntos!’ Então, tudo o que eu construí, foi para chegar com calma para eles”, diz.

Assista à entrevista completa:

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