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Filhos da Pátria: série da Globo traz referências a Bolsonaro, Dilma e mais

Segunda temporada do seriado da TV Globo se passa na década de 1930, mas não deixa de alfinetar cenário político atual

O seriado ‘Filhos da Pátria’, da TV Globo, acaba de voltar à telinha para sua segunda temporada, estreando nesta terça-feira (8). Diferente do primeiro ano, agora a história se passada na década de 1930 e retrata o Brasil na era do presidente Getúlio Vargas. Com a veia cômica bastante aparente, a produção não deixou de alfinetar o cenário político atual.

Apesar de retratar um período histórico completamente diferente, diversas cenas da nova temporada de ‘Filhos da Pátria’ trazem referências ao atual governo de Jair Bolsonaro, além de outras situações políticas dos últimos tempos e alguns bordões que se popularizaram nesse cenário.

Em uma cena, a personagem de Fernanda Torres, por exemplo, fez o tradicional símbolo da “arminha com a mão” – marca registrada da campanha da família Bolsonaro durante as eleições de 2018. Em outro momento, ela também faz referência à polêmica frase “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”, da ministra Damares Alves e que gerou controvérsia mais cedo este ano.

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Outras claras referências ainda foram vistas já no primeiro episódio, como quando os militares cercam o palácio para remover o presidente Washington Luís do poder. “Acabou a mamata, a corrupção, os conchavos, troca de favores, o cabide de empregos”, gritou um personagem, aludindo ao discurso repetido por Jair Bolsonaro durante as eleições.

O impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016, também foi lembrado. Os personagens realizam um ‘panelaço’ (muito comum no ano em questão) para exigir a queda de Washington Luís. A personagem de Fernanda Torres ainda diz: “E pode tirar um presidente assim só porque o povo quer? Adorei isso. ‘Não gostei de você, rua’. Tchau, barbado. Tchau, querido” – lembrando a frase que viralizou nas redes sociais à época.

Bruno Mazzeo, roteirista de ‘Filhos da Pátria’, explica

O roteirista Bruno Mazzeo, em entrevista ao jornal ‘Folha de S. Paulo’, ainda cita que há referências mais discretas, como o fato de os personagens da série não compreenderem os conceitos de “revolução” e “democracia”.

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Como outro exemplo, ele cita os rádios, que aparecem na segunda temporada da série como meio de divulgação das “fake news”, hoje propagadas pelo WhatsApp e redes sociais. “Getúlio deu um golpe com uma ‘fake news'”, menciona.

Nas redes sociais, o público notou as indiretas e se divertiu com a estreia da segunda temporada de ‘Filhos da Pátria’.

Confira algumas reações dos usuários do Twitter:

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