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Tudo que sabemos sobre o caso macabro do jovem que teve a barriga aberta

Boato diz que namorada, sob efeito de drogas, tentou fazer cirurgia usando caco de vidro; ele nega (mas não se lembra de nada)

Foto: Reprodução

Uma história bizarra aconteceu recentemente com um jovem casal em uma praia da cidade de Guarapari, no Espírito Santo, e chamou a atenção do Brasil inteiro. Diferentes versões surgiram e o rapaz que foi vítima na situação resolveu quebrar o silêncio e contar o pouco que ele sabe.

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Tudo começou quando Gabriel Muniz, de 21 anos, decidiu fazer um luau na Praia do Ermitão com a namorada na noite do dia 15 da janeiro. O estudante estava com viagem marcada para os Estados Unidos, onde passaria um tempo estudando inglês.

Sabendo que deixaria o Brasil no dia 17, ele combinou de se despedir da namorada, com quem se relacionava há mais de um ano. A partir daí, a história se torna digna de um macabro filme de terror, mas realmente aconteceu!

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O casal bebeu e, segundo a garota, usaram LSD – dietilamida do ácido lisérgico, uma das mais fortes substâncias alucinógenas conhecidas – e acabaram “apagando”.

Na manhã do dia seguinte, ela acordou e ligou para a família, que foi até o local e, encontrando os dois machucados, chamou o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Gabriel Muniz foi resgatado pelo serviço de emergência na areia da praia com a barriga aberta na altura do abdome e parte do intestino para fora, enrolado em uma toalha próximo de onde eles estavam, além de outros ferimentos pelo corpo.

A garota também estava machucada e o casal foi levado para um hospital na capital do estado, Vitória.

A principal teoria que circulou pelas redes sociais diz que a namorada de Gabriel era estudante de medicina e, após usar LSD, alucinou pensando que era uma cirurgiã e abriu a barriga do companheiro com um caco de vidro, tendo retirado parte do intestino dele em meio a um procedimento cirúrgico na areia.

Agora, após um mês desde o acontecimento, o caso macabro segue completamente sem respostas.

Jovem nega que namorada abriu a barriga dele

Logo que o caso veio à tona, Gabriel havia passado por cirurgias (verdadeiras), precisou ficar um tempo na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e já estava começando a se recuperar.

Tendo ouvido os boatos que circulavam nas redes, ele decidiu falar para desmentir todas as mentiras sobre o caso. Acontece que ele, simplesmente, não tem nenhuma memória sobre aquela madrugada assustadora.

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Ele também negou que ela seja estudante de medicina e, estranhamente, não citou que eles tinham um relacionamento romântico.

Todos esses boatos estão me fazendo muito mal. Está sendo muito difícil pra mim e para a menina que estava comigo, que é uma vítima”, disse Gabriel em um grupo de um aplicativo de mensagens, se referindo a ela sempre como “a menina”.

“É óbvio que todas essas histórias são mentira. O que houve foi uma tentativa de latrocínio, machucaram a menina e também me feriram muito no rosto e cortaram o meu abdômen. Além disso, levaram o meu celular e o dinheiro que ela carregava”, disse Gabriel, que revelou não se lembrar direito das agressões.

“Até agradeço a Deus por não lembrar, minha mente bloqueia. Lembro apenas da sensação de ser segurado e de ter sido golpeado muitas vezes na cabeça e no rosto. Não me lembro do momento do corte no intestino”, disse.

Ele negou veementemente o boato de que o corte na barriga havia sido feito por uma pessoa que entende de saúde e cirurgia. “Não foram de jeito nenhum cortes precisos; foram na altura do umbigo, mas foi com cacos de vidro de uma garrafa“, afirmou o rapaz.

Perdi uma parte do intestino, mas consigo viver com o que restou do trato intestinal. Já estou caminhando normalmente”, disse sobre a recuperação. “Se Deus quiser, em menos de um mês estou em casa“, afirmou à imprensa na ocasião.

barriga

Segundo o advogado de Muniz, Lécio Silva Machado, os dois “foram vítimas de uma ação criminosa e violenta praticada por terceiros ainda desconhecidos, durante um luau que realizavam a dois”. O grupo se aproximou para roubá-los e depois os feriram.

A própria polícia da cidade também havia informado que não dá para afirmar que a garota participou do crime.

“A Polícia Civil informa que o fato é de conhecimento da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari, que já iniciou diligências para elucidar o caso. Até o momento não há como afirmar que a namorada da vítima esteja envolvida. Nenhum suspeito foi detido e detalhes da investigação não serão divulgados, por enquanto”, afirmaram.

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Altas doses de anestésico no sangue

Após toda repercussão do caso de Guarapari, o prontuário do jovem no hospital em que ele está internado diz que encontraram altas dosagens de fentanil no sangue dele, segundo informações do jornal ‘A Gazeta’.

Trata-se de um medicamento injetável ou usado como um selo sobre a pele, de uso controlado, que é 30 vezes mais forte do que a morfina e 50 vezes mais potente que a heroína.

O fentanil é utilizado como anestésico em pacientes que vão passar por cirurgias. Ou para amenizar a dor de pessoas que sofrem com dores crônicas e até mesmo no pós-operatório.

No caso de Guarapari, o fentanil provavelmente foi utilizado pelos jovens na forma de selo endodérmico, pois em seu depoimento a garota disse que usou “uma droga em formato de quadradinho de papel”.

É possível que o fentanil seja confundido com o papel do LSD. Segundo o perito, não é possível afirmar que isso aconteceu, mas a polícia deve lidar com essa possibilidade.

“O medicamento (fentanil) serve para controle da dor em três pontos principais do nosso corpo: cérebro, medula e musculatura intestinal. Ele é um inibidor da dor e por isso a pessoa realmente não sente nada durante o procedimento”, explicou a psiquiatra Carolina Coser, especialista no tratamento de pessoas viciadas em drogas.

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Nos Estados Unidos, o fentanil tem sido usado como droga. No Brasil, isso ainda não acontece. Especialistas apontam para o perigo de misturar a substância com álcool ou outras drogas, como a cocaína – pode ser fatal.

Confira a nota emitida pelos familiares do casal no início de fevereiro, na íntegra:

“Considerando a grande repercussão social e o elevado número de especulações fantasiosas lamentavelmente divulgadas sobre o triste fato ocorrido com um jovem casal, no último dia 16 de janeiro de 2022, na Praia do Ermitão, no município de Guarapari-ES, as famílias envolvidas no caso resolveram em conjunto vir a público, através do seu advogado,

Dr. Lécio Machado, sócio do escritório Silveira, Garcia & Machado Advocacia Especializada, para esclarecer que os seus filhos foram vítimas de uma ação criminosa e violenta praticada por terceiros ainda desconhecidos, durante um luau que realizavam à dois naquela data e localidade.

Compreensivelmente, as famílias dos jovens, em comum acordo, preferiram manter, até o momento, os fatos sob sigilo, com o único objetivo de preservar a identidade das vítimas e garantir à elas um ambiente adequado para a necessária recomposição emocional e física, dado que inegavelmente sofreram demasiada violência física e psicológica ao serem vítimas do crime, agora tornado público.

O casal tem recebido todo o atendimento médico-hospitalar necessário e encontra-se em pleno processo de recuperação. Confiamos nas investigações promovidas pela 5ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Guarapari e esperamos que os responsáveis pelo crime sejam encontrados e punidos”.

Confira algumas reações de internautas no Twitter:

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