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Sem contrato, jogador de futebol inova e abre barraca de feira durante a pandemia

Atleta teve ideia criativa para dar a volta por cima e garantir o sustento de sua família nesse período crítico

Fotos: Reprodução/Instagram/Arquivo Pessoal

A pandemia do coronavírus, dentre outras coisas, paralisou todas as competições esportivas. Foi nesse cenário que o jogador Gedeilson Oliveira, lateral-direito do Madureira, se viu sem contrato e sem fonte de renda: ele precisou se reinventar e foi bastante criativo na hora de dar a volta por cima.

Quando percebeu que, caso não corresse atrás, passaria por dificuldades financeiras, Gedeilson teve a ideia de virar feirante. Ele abriu uma barraca na feira e agora vende frutas e legumes em Bangu, bairro do subúrbio do Rio de Janeiro em que vive com a esposa e a filha.

De certa maneira, ele está relembrando uma antigo ofício, já que aos 11 anos de idade ele havia trabalhado em uma verduraria vendendo os mesmos produtos.

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Em entrevista ao colunista Leo Dias, do portal ‘Uol’, Gedeilson diz que a mudança drástica do futebol para a feira não o envergonha.

“A vergonha que teria seria de chegar em casa e minha filha pedir alguma coisa e eu falar pra ela que não poderia dar. Pra não chegar a esse ponto, preferi agir antes”, disse ele.

“Não tenho vergonha. Muitos jogadores teriam vergonha, mas se eu tivesse chance de deixar uma mensagem pra eles seria para colocar a vaidade de lado, que não leva o ser humano a lugar nenhum”, afirma Gedeilson.

Antes da pandemia, Gedeilson jogava pelo Madureira, time do Rio de Janeiro. Antes, ele já atuou pelo Macaé e Volta Redonda. Agora, em sua nova função, o jogador precisou até contratar funcionários para auxiliá-lo.

“Eu, hoje, desempregado e sem contrato, consigo ajudar duas famílias: são duas pessoas trabalhando na barraca”, conta.

Gedeilson ressalta que a pandemia e a situação de crise o fez mudar. “Por causa da pandemia tive que mudar algumas coisas da minha vida até mesmo para não viver na pior. Esse vírus mudou a vida de todo mundo, ego não cabe dentro de mim”, diz o jogador.

Sobre como surgiu a ideia, ele conta: “Tive essa ideia e conversei com a minha mulher. Ela concordou comigo e no mesmo dia fui falar com meu barbeiro que estava a fim de montar uma barraca na frente da barbearia dele e ele pediu uma ajuda ao pai que estava desempregado”.

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“Quando ele falou, vi que era a confirmação para o que eu queria. Montei a barraca e dei o emprego pro pai dele, o Cosminho. Não sabia quando o futebol retornaria, quando eu voltaria a receber e ter contrato. Acabei também pensando nisso para ajudar o Cosminho e também para me ajudar. Agora, temos bastante pedidos e entregamos em casa”, completou.

A ideia do jogador de futebol é retornar para os gramados assim que tudo isso passar. Por isso, sua rotina durante a quarentena tem sido corrida. Ele acorda cedo, trabalha em sua barraca na feira e quando volta para casa ainda treina todos os dias no quintal para não perder o pique de atleta.

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Confira um vídeo de Gedeilson treinando em casa:

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