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15 países com costumes tão diferentes que parecem invenção

Alguns costumes de outros países são tão inusitados que dá vontade de perguntar se aquilo é real. Spoiler: é.

O mundo está cheio de tradições culturais estranhas que, para quem é de fora, soam como brincadeira. Mas cada uma dessas práticas tem história, significado e um monte de gente levando a sério há gerações. Reunimos 15 costumes diferentes ao redor do mundo que parecem invenção, mas fazem parte do cotidiano (ou do calendário festivo) de vários lugares. Prepare-se para duvidar, rir e, provavelmente, querer marcar aquele amigo viajante nos comentários.

1. Japão: o festival dos bebês chorões

No Japão existe o Naki Sumo, também chamado de “festival dos bebês chorões”, celebrado em vários templos do país. Na prática, lutadores de sumô seguram os bebês no alto e tentam fazê-los chorar.

Por mais estranho que pareça, a tradição tem raízes em antigas crenças xintoístas e budistas. Acredita-se que o choro alto das crianças afasta os maus espíritos e traz boa saúde para os pequenos. Ou seja, chorar aqui é sinal de sorte.

2. Dinamarca: canela para quem está solteiro no aniversário

Na Dinamarca, ficar solteiro até certa idade pode render uma chuva de tempero. Segundo uma tradição que remonta ao século XVI, se a pessoa continua solteira no dia do aniversário, os amigos jogam canela nela.

O costume faz referência aos antigos comerciantes dinamarqueses de especiarias que, por viverem viajando a trabalho, muitas vezes não tinham tempo de casar. Por outro lado, quem chega solteiro a idades mais avançadas pode levar até pimenta. Um perrengue cheiroso.

3. Finlândia: o campeonato de carregar a esposa

A Finlândia leva o inusitado a nível de competição oficial. O país sedia o Campeonato Mundial de Carregamento de Esposas, uma prova em que os participantes atravessam um percurso com obstáculos carregando a parceira nas costas.

E não para por aí. Na cultura finlandesa, a sauna é quase sagrada, e é comum se dar leves batidas no corpo com um feixe de galhos de bétula. Segundo os locais, o ritual é purificador e ajuda na circulação. Estranho? Talvez. Relaxante? Dizem que sim.

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4. China: chorar antes do casamento (de propósito)

Enquanto em muitos lugares casamento é sinônimo de festa e risada, em algumas tradições chinesas a coisa começa com lágrimas. De acordo com um costume antigo, a noiva chora semanas antes da cerimônia.

Com o tempo, mãe e outras mulheres da família se juntam ao pranto. Longe de ser tristeza, o ritual é interpretado como demonstração de amor, respeito e alegria pelo futuro matrimônio. Uma forma bem diferente de dizer “estou feliz”.

5. Índia: o templo onde os ratos são sagrados

Na Índia fica o templo Karni Mata, conhecido por abrigar milhares de ratos que circulam livremente pelo local. Para os fiéis, os animais são sagrados e reverenciados, e não uma praga a ser evitada.

O templo atrai turistas curiosos do mundo inteiro, interessados em testemunhar de perto essa tradição. Ver um rato branco por lá, inclusive, é considerado especialmente auspicioso pelos devotos.

6. Coreia do Sul: quando todo mundo tinha (pelo menos) duas idades

Por muito tempo, perguntar a idade de um sul-coreano podia render mais de uma resposta. Pela chamada “idade coreana”, a pessoa já nascia com um ano e ganhava mais um a cada 1º de janeiro, e não no aniversário.

Vale lembrar: desde junho de 2023, uma lei passou a adotar oficialmente a idade internacional nos documentos, alinhando o país ao resto do mundo. Segundo as reportagens da época, muitos coreanos “rejuvenesceram” um ou dois anos da noite para o dia. Ainda assim, a antiga contagem segue viva em conversas informais.

7. Alemanha: quebrar louça para dar sorte aos noivos

Na Alemanha existe o Polterabend, tradição realizada semanas antes do casamento. Convidados levam peças de louça e cerâmica até a casa dos noivos e as quebram no chão.

Depois da bagunça, o casal precisa limpar tudo junto. Acredita-se que o ritual traga boa sorte e estimule o trabalho em equipe já no comecinho da vida a dois. Nada como varrer cacos para testar a parceria.

8. Grécia: pratos pelos ares em nome da alegria

Se você estiver na Grécia e ouvir um estardalhaço de louça se espatifando, calma: pode ser só uma festa. Em certas celebrações, quebrar pratos é uma expressão de alegria e entusiasmo.

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O gesto costuma aparecer em festas e comemorações, associado à ideia de espantar energias negativas e celebrar o momento. Ou seja, ali o barulho de louça no chão é motivo de sorriso, não de bronca.

9. Áustria: o desfile das criaturas assustadoras do Natal

Enquanto muita gente associa o Natal a bom-mocismo, partes da Áustria têm o Krampuslauf. Nesse desfile, pessoas se fantasiam de Krampus, uma criatura de aparência demoníaca, com chifres e ar aterrorizante, e saem assustando os espectadores pelas ruas.

Segundo a lenda, o Krampus aparece na noite de 5 para 6 de dezembro atrás das crianças que se comportaram mal. É praticamente o oposto do Papai Noel: em vez de presente, um bom susto.

10. Escócia: o noivado que termina coberto de sujeira

Em algumas regiões da Escócia existe o costume conhecido como “blackening” (algo como “enegrecimento”). Dias antes do casamento, o noivo, a noiva ou ambos são cobertos de substâncias nada agradáveis, como restos de comida, farinha e outras gosmas.

A ideia por trás da bagunça é preparar o casal para os perrengues da vida a dois: se aguentam passar por isso juntos, aguentam qualquer coisa. Romântico do seu jeito.

11. Irã: a arte de recusar (mesmo quando quer aceitar)

No Irã existe o Taarof, um código social de gentileza que confunde muito turista. Funciona assim: por educação, oferece-se algo, e por educação também, recusa-se, mesmo que ambos saibam que o “sim” virá depois de certa insistência.

Em alguns estabelecimentos, por exemplo, o lojista pode recusar o pagamento de um cliente como gesto de deferência. O cliente, então, entende que o correto é insistir para pagar. É quase um “deixa que eu deixo” elevado à etiqueta nacional.

12. Inglaterra: correr atrás de um queijo ladeira abaixo

No sudoeste da Inglaterra acontece o famoso Cooper’s Hill Cheese-Rolling, a “corrida do queijo”. A dinâmica é simples e caótica: solta-se um queijo redondo enorme ladeira abaixo, e os competidores se atiram atrás dele encosta abaixo.

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Como a descida é bem íngreme, tombos espetaculares fazem parte do espetáculo. Vence quem chega primeiro. O prêmio? O próprio queijo, claro.

13. Indonésia: três dias sem ir ao banheiro após o casamento

Entre a comunidade Tidong, na Indonésia, existe uma tradição de casamento das mais desafiadoras. Segundo o costume, os recém-casados não podem ir ao banheiro durante os três dias seguintes à cerimônia.

A restrição é acompanhada de perto por familiares e vista como um teste de resistência e comprometimento, símbolo de um casamento longo e feliz. Digamos que exige bastante, hã, autocontrole.

14. África do Sul: móveis voando na virada do ano

Enquanto boa parte do mundo comemora o Ano Novo com fogos, em certas áreas da África do Sul persiste um costume bem mais radical. Segundo relatos, para receber o ano que chega, algumas pessoas jogam móveis velhos pela janela.

O gesto simboliza deixar o passado para trás e começar do zero. A prática chegou a ser monitorada pelas forças de segurança justamente para evitar que alguém saísse machucado. Faxina de fim de ano em modo extremo.

15. Itália: a grande batalha das laranjas

A Itália fecha a lista com uma guerra de comida em larga escala. Na cidade de Ivrea acontece a Batalha das Laranjas, em que grupos se enfrentam arremessando toneladas de laranjas uns nos outros.

A tradição tem raízes em um episódio histórico de séculos atrás, ligado à ideia de rebelião popular contra a tirania. Hoje, é uma das maiores “brigas” de comida do país e atrai multidões. Nada como amassar fruta em nome da história.

E aí, qual desses costumes te surpreendeu mais?

De bebês chorando por sorte a móveis voando pela janela, esses costumes culturais pelo mundo provam que “normal” é uma questão de ponto de vista. O que parece bizarro para a gente é rotina (ou festa) para milhões de pessoas, e isso é justamente o que torna a diversidade humana tão fascinante.

Agora conta pra gente nos comentários: qual desses você toparia experimentar? E não esquece de marcar aquele amigo que ama viajar e colecionar curiosidades pelo mundo.

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