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Após matar enteada, madrasta é descoberta ao envenenar outro: ‘ria ao servir o feijão’

Cíntia serviu comida com veneno antipulgas para Fernanda, de 22 anos, e para Bruno, de 16; a moça morreu

Fotos: Divulgação

Uma mulher chamada Cíntia Mariano Dias Cabral está sendo acusada de ter envenenado os dois enteados durante refeições em família na zona oeste do Rio de Janeiro.

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Tudo começou em março deste ano quando Cíntia Mariano – atual esposa de Adeilson Cabral – colocou veneno na comida da enteada, Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos, que sofreu uma parada cardíaca e mesmo após 13 dias de internação acabou não resistindo e morreu.

No momento, ninguém suspeitou de envenenamento. Mas a história praticamente se repetiu no dia 15 de maio, o que levou a família a suspeitar da ação criminosa da madrasta Cíntia.

O adolescente Bruno, de 16 anos, foi morar com o pai após a flexibilização das políticas de combate à pandemia. Mas como não se dava bem com a madrasta e percebia que ela fazia de tudo para levá-lo a brigar com o pai, Bruno decidiu voltar para a casa da mãe.

Mas no domingo, dia 15 de maio, o garoto foi almoçar na casa do pai e a madrasta Cíntia cozinhou para a família – e fez questão de servir o prato de Bruno.

O garoto reclamou que o feijão estava amargo e viu algumas pedrinhas na comida, mas após ser repreendido pela madrasta, que afirmou que ele estava com “nojo da comida dela”, comeu mesmo assim. 

Cerca de 1 hora depois, mais ou menos, ele começou a passar mal e foi levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer com vários sintomas: tonteira, língua enrolada, babando e com coloração da pele branca.

A situação de Bruno foi grave, ele precisou ser intubado, passou 4 dias internado mas sobreviveu.

Diferente do que aconteceu com a irmã, Fernanda, após queixas da mãe de que Bruno poderia ter sido envenenado, os médicos realizaram uma lavagem logo que o adolescente chegou ao hospital, limpando e tirando todo veneno do organismo dele.

Após depoimentos das testemunhas e investigação da polícia do Rio de Janeiro, Cíntia Mariano Dias Cabral foi presa por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.  

Adolescente relata como era relação com madrasta

Depois de recuperado, Bruno concedeu uma entrevista ao jornal ‘Extra’ em que disse que tudo ia bem na casa do pai naquele domingo e que em momento algum desconfiou da atitude da madrasta.

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“Como eu quase não ia mais lá, sempre era dia bom, ela não implicava mais comigo”, afirma ele que, depois de comer, sentiu que tinha algo errado, mas não que seria algo tão sério. “Achei que fosse passar mal, mas não imaginei que fosse acontecer o que aconteceu”.

“Ela sempre foi uma mulher estranha. Às vezes estava tudo lindo, de repente ela começava tocando o terror”, conta o jovem ao jornal ‘Extra’.

Segundo o adolescente, com o pai o tratamento era completamente diferente. “Ela dava ataque com a gente e tratava o meu pai como um rei. Nunca fez nada com meu pai. Uma mulher te tratando igual a um rei, o que você vai fazer?”. 

Apesar de tudo, Bruno não culpa o pai Adeilson. “Ele se culpa por tudo o que está acontecendo, mas não tem que jogar a culpa nele. Ele perdeu a filha, quase me perdeu… Só quero dar tranquilidade para que ele não fique mal”, disse Bruno, que sonha em ser gamer.

Meu pai é muito família. No momento, ele não quer mais nada. Quem sabe no futuro, mas agora ele só quer a mim”, completou o adolescente.

Confira uma foto de Bruno e da irmã Fernanda, que morreu em março:

Bruno e Fernanda
Foto: Reprodução

Sobre como era a relação com a relação com a madrasta Cíntia, Bruno disse que era complicada, com muita picuinha.

“Ela escondia a minha carteirinha do colégio, pegava o meu dinheiro da passagem para eu ter que pedir mais para o meu pai, apagava nossas mensagens…”, cita o garoto. Essas situações o levaram a querer voltar para a casa da mãe.

“Quando fui conversar com meu pai, a gente brigou. Na cabeça dele, a gente tinha implicância com ela, e ela fazia tudo para ser assim. Ele não acreditava em mim, eu não queria ficar brigando direto, então fui embora. Foi quando falei que não aguentava ficar mais ali e liguei para a minha mãe”, contou Bruno em entrevista.

Mas apesar disso, ele nunca imaginou que pudesse sofrer algo mais sério vindo da madrasta.

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“Achei que pudessem piorar como implicância, sim. De morte, nunca. O que eu achava mesmo é que um dia ela ia tentar dar um golpe no meu pai, golpe de dinheiro. Mas era só isso”, diz Bruno.

Sobre o domingo (15) em que o menino foi envenenado, o pai disse em depoimento à polícia: “Todos estavam almoçando na mesa quando Bruno reclamou do gosto do feijão dizendo que estava meio amargo e começou a separar o feijão no canto do prato, foi quando Cintia puxou o prato de Bruno e levou para cozinha“, contou Adeilson Cabral.

“Ela retornou com o prato de dizendo que havia colocado mais e ele voltou a comer. O declarante (Adeilson) achou estranho que Cintia tirou o prato de Bruno por duas vezes e achou muito estranho porque Bruno teve os mesmos sintomas que Fernanda, diz trecho do processo.

Assim que a situação se tornou extremamente suspeita, agentes da polícia foram até a casa de Adeilson Cabral e encontraram um frasco contendo veneno antipulgas na cozinha. Também foram recolhidos restos do feijão contaminado na lata de lixo.

“Bruno começou a separar umas ‘coisas’ verdes bem pequenas da comida, tipo orégano. Ao ver isso, Cíntia, em tom de crítica, comentou para todos da mesa que o jovem estava com nojo. O único feijão que foi servido no prato foi o de Bruno por Cíntia”, contou o pai em seu depoimento.

Uma filha de Cíntia Mariano Dias Cabral também estava presente naquele almoço de domingo (15) e revelou à polícia que a mãe “ficou rindo” enquanto colocava mais feijão no prato de Bruno.

O outro filho de Cíntia, que também estava no local, prestou depoimento sobre o caso também e afirmou que ela admitiu que foi justamente nesse alimento que colocou “chumbinho”, com o intuito de matar o rapaz.

A filha de Cíntia disse, ainda, que viu um liquido esverdeado escuro e brilhoso” no prato de Bruno, mas que “na hora não viu relevância nenhuma por acreditar ser tempero da comida”.

Segundo Bruno, o interesse maior de Cíntia em seu pai Adeilson se dava por conta do dinheiro dele.

“O negócio ali não era ciúmes, não. Era dinheiro. Meu pai é tranquilo com esse negócio de dinheiro. Se você quiser pegar o cartão dele e levar, ele deixa. Ela não esbanjava, mas ela tinha o cartão dele. Nem precisava pedir“, explicou o menino.

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Depois de tudo, Bruno acredita que o episódio que sofreu serviu para colocar essa dúvida na polícia com relação à Cíntia e o envenenamento e, finalmente, fazer justiça pela irmã dele, que provavelmente foi morta pela madrasta meses atrás.

“Não tenho a sensação de ter salvado o meu pai, mas tenho de ter feito justiça pela minha irmã”, acredita.

“Esquecer nunca vou esquecer, mas quero encontrar a tranquilidade. Uma mulher que nunca me deu nada, levou a minha irmã e quase me levou”, disse Bruno ao ‘Extra’.

“É um monstro”, diz mãe

Jane Carvalho Cabral, a mãe de Fernanda e Bruno, também falou em entrevista sobre as ações criminosas de Cíntia contra seus filhos.

“Só Deus mesmo, porque é o que eu falo: isso não é um ser humano, isso é um monstro. E acredito que o próximo seria ele. Meus filhos são tão inteligentes, gentis e amorosos… Aqueles enteados que não dão trabalho para a madrasta”, disse.

A mãe acredita que o que aconteceu com Bruno serviu para desmascarar Cíntia e fazer justiça pela filha que faleceu após ser envenenada.

“A sorte é que meu filho é tranquilo e observador. Graças a ele, essa máscara caiu, graças a ele nós estamos fazendo justiça pela Fernanda e por ele próprio, que quase perdeu a vida. Só elogios ao meu filho, te amo muito. Muito mesmo, continue assim. Ele veio para mostrar quem era ela e, talvez, até salvar o pai dele também“, acrescentou ela.

Sobre o que deseja para o futuro de Cíntia, Jane é enfática: “Agora, quero que ela fique na cadeia para o resto da vida, que ela saia de lá caquética. Ela tem uma energia horrível, uma energia ruim”, declarou.

Veja uma foto de Jane com o filho Bruno:

Jane Carvalho Cabral e Bruno
Foto: Marcelo Theobald/O Globo
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