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Coach que subiu montanha com grupo já foi condenado por integrar quadrilha

Grupo desviou dinheiro de bancos e ficou conhecido como ‘a maior quadrilha de piratas da internet brasileira’

Fotos: Reprodução/Instagram

Uma semana depois de ser extremamente criticado por levar 32 pessoas sem segurança ao alto do Pico dos Marins, em São Paulo, o ‘coach messiânicoPablo Marçal teve uma informação polêmica sobre seu passado divulgada pela imprensa.

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O fato é que, em 2010, Pablo Marçal foi condenado por integrar uma quadrilha que desviou dinheiro de bancos, segundo divulgado pelo jornal ‘Folha de S. Paulo’.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o coach Pablo Marçal era ligado aos dois homens acusados de chefiar a quadrilha. Ele captava e-mails que seriam infectados com programas invasores. Além disso, atuava consertando computadores usados pelos criminosos.

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Apesar de condenado a 2 anos e 6 meses de reclusão, Pablo Marçal nunca foi preso e teve a pena extinta em 2018 por ‘prescrição retroativa’, pois se passaram mais anos do que o período máximo da sentença que ele recebeu.

“Considerando que a pena imposta ao apelante não é superior a 4 anos de reclusão, tem-se que tal pena regula-se pelo prazo prescricional de 8. Contudo, conforme reconhecido pela sentença, o acusado Pablo Henrique, nascido em 18/04/1987, era menor de 21 anos à época dos fatos. A prescrição quanto a ele é, portanto, reduzida à metade. Regular-se, pois, pelo prazo prescricional de quatro anos”, diz a sentença.

Importante ressaltar que isso não significa que a Justiça entendeu que ele não estaria envolvido com a quadrilha.

Pablo Marçal teria integrado a quadrilha em meados de 2005, quando tinha apenas 18 anos e morava em Goiânia (GO), cidade onde nasceu. O processo que ainda tramita na Justiça Federal tem como base a Operação Pegasus.

Na época, o jornal ‘Folha de S. Paulo’ descreveu o grupo como a maior quadrilha de piratas da internet brasileira“. De acordo com o MPF, o grupo causouprejuízos relevantes à Caixa Econômica Federal, ao Banco do Brasil e a outras instituições financeiras.

A quadrilha da qual Pablo Marçal fez parte atuava de diferentes formas, como na criação de sites de bancos falsos, emissão de mensagens que anunciavam inadimplência falsa da vítima com o Serasa, assim como na criação do ‘Cavalo de Troia‘, programa que captura informações relevantes em computadores infectados.

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Veja uma foto do coach messiânico Pablo Marçal na frente de seu jato particular:

Pablo Marçal - jato
Foto: Reprodução/Instagram

“Existia uma estrutura amplamente organizada, contando com o envolvimento de diversas pessoas, que exerciam funções determinadas, pois uns eram responsáveis pela criação e pelo aperfeiçoamento do programa de computador utilizado nas fraudes, outros contatavam pessoas que pudessem ceder suas contas bancárias para as transferências, além daqueles que faziam os saques”, dizem os investigadores.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal ‘Metrópoles’, o Ministério Público informa que Pablo Marçal capturava listas de e-mails para o pastor Danilo de Oliveira, um dos líderes da quadrilha.

Depois, esses endereços digitais eram infectados com programas invasores, com o objetivo de obter dados e senhas dos correntistas lesados.

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Coach alega que não sabia das atividades ilícitas

Em março de 2021, em uma live transmitida nas redes sociais, Pablo Marçal falou sobre o processo que respondeu na Justiça. Ele nega participação na quadrilha e afirma que apenas arrumava os computadores (…) mas tudo sem consciência da atividade ilícita“. 

“Eu não tinha emprego, com 18 anos de idade, consertava computadores e me envolvi com um cara da igreja […] Eu consertava os computadores e eles ficavam rodando. Acordei um dia e tinha alguém me levando de forma coercitiva“, disse o coach na transmissão.

“Todas as pessoas que estavam nessa situação foram condenadas e cumpriram pena. Eu fui o único que teve extinção da punibilidade“, acrescentou Pablo.

Pablo Marçal foi procurado pela imprensa, mas não respondeu. A advogada dele, Danielle Premoli, se pronunciou.

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“Na época dos fatos, o meu cliente trabalhava consertando computadores para um pastor e foi colocado indevidamente nesse processo que desenrolou por vários anos. Com relação ao crime, o meu cliente foi o único que teve extinta a sua punibilidade“, disse a advogada.

Hoje com 34 anos, Pablo Marçal tem mais de 2 milhões de seguidores no Instagram e vende cursos e mentorias sobre Marketing Digital, Empreendedorismo.

Autodenominado cristão, o discurso de Pablo Marçal nas redes sociais é focado em levar os seguidores a conquistarem prosperidade e reinarem na Terra.

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