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Mulher acusa médico de beijá-la à força durante consulta em São Paulo

Jovem diz que tudo aconteceu na frente da filha de 2 anos; médico já foi afastado

Uma mulher de 27 anos afirmou ter sido beijada à força por um médico durante uma consulta em um hospital oftalmológico de São Paulo. Essa é a terceira denúncia envolvendo o profissional. As informações são do portal ‘G1’.

O caso ocorreu na segunda-feira (5). A representante comercial Angélica Santos afirmou que marcou a consulta com o médico após ter ido ao local em setembro para acompanhar os pais.

Angélica explicou que durante essa consulta, o médico se ofereceu para fazer um exame nela.

“Falei que não tinha convênio lá. Ele falou para eu sentar que ia ver meu grau. Até achei estranho, porque eu não ia pagar a consulta, mas como estava lá, fiz”, afirmou.

O médico afirmou que o grau de Angélica havia aumentado e a orientou para retornar outro dia e fazer um exame mais específico.

Angélica, então, retornou nesta semana acompanhada da filha de dois anos. Ela relatou que a consulta estava normal até o momento em que o médico pediu para que ela retirasse a máscara, já que o acessório poderia atrapalhar o exame que faria novamente.

No entanto, a representante comercial disse que o profissional não realizou o procedimento.

“Ele não fez o exame que disse que faria. Colocou uma luzinha nos meus olhos, disse que eu estava com uma alergia e que era estranho. Aí falou: ‘você precisa desestressar’”, disse.

Nesse momento, Angélica disse que o médico passou a perguntá-la se era casada, o que faltava nela e o que ela faria para aliviar o estresse. A jovem afirmou que não conseguiu responder ao questionamentos.

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Desconfortável com a situação, Angélica se levantou para pegar a receita do medicamento passado pelo médico para ir embora. Foi neste momento que ela disse ter sido abraçada, beijada à força e que ele tentou fazê-la tocar suas partes íntimas. Tudo ocorreu na frente de sua filha.

“Quando eu levantei, ele veio na minha direção, dizendo que eu precisava de um abraço. Eu não queria abraçá-lo. Ele me abraçou e me beijou à força. Eu empurrei ele e fui para trás. Ele pegou a minha mão e passou na calça dele, nas partes íntimas”, disse.

A jovem disse que não conseguiu gritar ou pedir socorro e logo saiu do consultório com a filha.

Em um primeiro momento, Angélica disse que não pensou em denunciar o médico, mas mudou de ideia após descobrir que outras duas mulheres, Vivian Herculano Salvatore e Jocimari Fonseca, também foram assediadas pelo profissional.

Angélica disse que procurou Vivian, que afirmou que o médico também fez as mesmas perguntas para ela.

A jovem foi até a 2ª Delegacia de Defesa da Mulher em São Paulo. O caso foi registrado como importunação sexual.

Afastamento

O hospital em que o caso aconteceu se manifestou por nota e disse que a denúncia já está sendo apurada e que o médico, identificado apenas pelas iniciais R.I.P.N., já foi afastado de suas funções até que o caso seja concluído.

O Conselho Regional Medicina do Estado São Paulo (Cremesp) também se manifestou e disse que já tomou as medidas cabíveis a respeito das duas denúncias anteriores, mas ainda não foi acionado a respeito da terceira.

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O G1 procurou a defesa do médico, que disse não ter tomado ciência oficialmente da acusação e que assim que tomar, irá analisar o caso e apresentar o médico para esclarecimentos junto às autoridades policiais.

Erramos: divulgamos, anteriormente, a imagem de um hospital que não se trata do mesmo em que o caso ocorreu. Pedimos desculpas pelo ocorrido e já fizemos a correção.

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