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Menino de 2 anos morre após ser esquecido dentro de van escolar no calor extremo

Motorista do veículo e auxiliar foram presos, mas conseguiram a liberdade provisória

Foto: Reprodução/G1

Em um episódio trágico ocorrido na Vila Maria, Zona Norte de São Paulo, Apollo Gabriel Rodrigues, um menino de apenas dois anos de idade, perdeu a vida após ser esquecido em uma van escolar.

O incidente, que se deu nesta terça-feira (14), chama atenção e gera revolta em muitas pessoas.

A criança, que deveria ter sido entregue na escola durante a manhã, foi encontrada já sem vida no interior do veículo pelo motorista, por volta das 16h20.

Lembrando que o Brasil enfrenta uma onda de calor extremo e o dia em que Apollo foi esquecido na van foi muito quente, com temperaturas altíssimas na capital paulista.

O menino foi levado às pressas ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, localizado no Parque Novo Mundo, onde infelizmente já chegou sem sinais vitais.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas de São Paulo (CGE) registrou temperaturas elevadas na tarde do incidente, alcançando uma média de 37,3°C.

A umidade relativa do ar estava em torno de 21%, um índice preocupantemente baixo, levando a Defesa Civil a declarar um estado de alerta na cidade.

A Polícia Militar informou que o motorista da van escolarFlávio Robson Benes, 45 anos – chegou ao hospital carregando o corpo do menino, que havia sido colocado no veículo na manhã para ser transportado à escola, mas nunca chegou ao seu destino.

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Ele é contratado pela Prefeitura de São Paulo para trabalhar com Transporte Escolar Gratuito (TEG).

Certamente as condições extremas de calor causaram a morte da criança. Além do motorista, a  esposa dele – Luciana Coelho Graft, de 44 – auxiliar que trabalhava no transporte das crianças, também foi interrogada pelas autoridades para esclarecer as informações deste evento doloroso.

O casal foi preso por homicídio doloso. O caso foi registrado no 39º Distrito Policial e os laudos estão sendo aguardados para confirmar as causas exatas do falecimento.

“Eu nunca pensei em passar por isso, é muito difícil saber que eu deixei meu filho na perua pensando que ele estava seguro e fui trabalhar. Sempre eu chegava e meu filho estava lá. Hoje eu cheguei e meu filho não estava. Eu nunca mais vou ver ele“, disse Kaliane, mãe de Apollo, em entrevista à TV Globo.

Veja o pequeno Apollo e a mãe, Kaliane Rodrigues, dando entrevista após a trágica morte do filho:

Apollo - mãe
Fotos: Reprodução/G1

Os familiares do pequeno foram notificados e chamados ao hospital. A Prefeitura de São Paulo manifestou profundo pesar pelo ocorrido e afirmou que está prestando todo o apoio necessário à família enlutada.

Em nota, a Diretoria Regional de Educação (DRE) expressou que está acompanhando o caso de perto.

O Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA), composto por psicólogos e psicopedagogos, foi acionado para oferecer suporte à família. Um Boletim de Ocorrência foi registrado e o DRE é colocado à disposição para auxiliar nas investigações.

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“A Diretoria Regional de Educação (DRE) acompanha o caso e o Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA), composto por psicólogos e psicopedagogos, foi acionado para atender a família. Um Boletim de Ocorrência foi registrado e a Diretoria Regional de Educação ( DRE) está à disposição das autoridades competentes para auxiliar na investigação.

O condutor do Transporte Escolar Gratuito (TEG) já foi descredenciado e um processo administrativo foi aberto para apurar a conduta do profissional”.

Motorista da van escolar e auxiliar são soltos

O motorista Flávio Robson Benes e a esposa Luciana Coelho Graft, que ajudava no transporte das crianças na van, eram contratados pela Prefeitura de São Paulo para trabalhar com Transporte Escolar Gratuito (TEG).

Após a morte do menino de 2 anos, que foi esquecido no veículo, o casal foi preso acusado de homicídio doloso, mas conseguiu liberdade provisória nesta quarta-feira (15) – de acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo.

A avó da criança, em um depoimento emocionante, ressaltou que normalmente o motorista e a auxiliar realizavam a checagem das crianças transportadas por meio de uma lista.

Entretanto, na fatídica terça-feira (14), algo deu errado, resultando no falecimento do pequeno.

Entre as condições para a soltura, destaca-se a restrição de suspensão de suas atividades no transporte escolar, a suspensão das habilitações e a restrição de qualquer contato com os familiares da vítima.

Este caso reacendeu debates nas redes sociais sobre a segurança no transporte escolar e trouxe à tona a importância de procedimentos rigorosos para garantir a segurança das crianças.

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O triste destino de Apolo Gabriel Rodrigues deixa uma mensagem clara sobre a necessidade de atenção e cuidado redobrado nesse setor que é crucial para a sociedade.

Veja, à esquerda, o motorista da van e a esposa na delegacia:

casal dono da van
Foto: Reprodução/G1

Bebê de 2 anos morre após ser esquecido no carro por dona de creche clandestina

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